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Preço do boi gordo cai no Brasil, enquanto EUA registra menor rebanho em 50 anos

Enquanto mercado brasileiro está com grande oferta de animais, no hemisfério norte a seca tem levado ao aumento de abates e queda da população de ruminantes.

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 26/07/2023 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

No segundo trimestre de 2023, o custo operacional efetivo (COE) para a recria e engorda do bovino de corte foi de R$ 213,19 por arroba — unidade de medida cujo valor equivalente é 15 quilos, ou seja, um boi de 450 quilos pesa 30 arrobas. Quando comparado com o consolidado de 2022, o COE dessa categoria recuou 14,86%, resultado do menor custo com aquisição de animais, que saiu de R$ 156,93/@ vendida para R$ 125,16/@, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), nesta segunda-feira, 24.

O bezerro que custava R$ 2.903,96 no segundo trimestre de 2022 foi cotado a R$ 2.245,58 no mesmo período de 2023, o que significa retração de 22,67% nos preços da categoria. “Esta redução no preço do bezerro foi influenciada principalmente pela grande oferta desses animais no mercado, em conjunto com a intensa desvalorização nos preços do boi gordo, uma vez que a cotação dos bezerros tende a acompanhar esta cotação”, afirma o IMEA em relatório.

Conforme explica o analista de mercado Alcides Torres, da SCOT Consultoria, o setor enfrenta uma fase de baixa no ciclo pecuário. Na prática, isso significa que quando os bovinos de reposição — como bezerros e novilhos – estão valorizados, pecuaristas retém as fêmeas para que elas produzam. Com isso, há diminuição de oferta no mercado de bovinos para abate e o preço da arroba do boi sobe. Depois de três anos, o efeito é de excesso de bezerro e queda no preço.

“O mercado entra nessa fase que estamos vivendo hoje, no vale de preços baixos da cotação da arroba do boi gordo. Estamos no primeiro ano do ciclo de queda de preço. E nos Estados Unidos é o contrário”, diz Torres.

Clima e rebanho

O país norte-americano está com o menor rebanho bovino nos últimos 52 anos, segundo relatório semestral do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). A drástica redução de animais desde 1971 está ligada ao clima. Segundo o governo, as condições de seca reduziram os rebanhos, inclusive por impulsionar o aumento de custos dos frigoríficos.

No caso de vacas para pecuária de corte, esta é a menor população desde 1962, com 28,918 milhões de cabeças. Isso acontece, pois os pecuaristas têm enviado cada vez mais vacas para o abate, já que o tempo seco reduz a quantidade de área disponível para pastagem.

Exame.

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