O fenômeno El Niño tem 82% de chance de acontecer entre maio e julho, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA), enquanto para o trimestre entre junho e agosto a probabilidade chega a 91%.
A agência ainda indica que há uma probabilidade de 2 em 3 de ocorrer um El Niño forte ou muito forte. Um fenômeno bastante forte é quando as águas do Oceano Pacífico ficam 2°C acima da média, entre novembro e janeiro.
As possibilidades de um El Niño mais forte não significam, necessariamente, eventos mais drásticos, e sim a maior chance de que os impactos comuns do sistema aconteçam.
O fenômeno também deve ser mais longo desta vez. A previsão do NOAA indica que o El Niño tem 96% de chances de persistir pelo menos até o começo de 2027.
No Brasil, uma das regiões mais impactadas é Sul, pois o fenômeno potencializa o transporte de umidade para áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, o que sustenta sistemas de baixa pressão sobre a região, resultando em tempestades e inundações. Para o trimestre maio–junho–julho de 2026, a previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica maior probabilidade de chuvas acima da média no Rio Grande do Sul.
O oposto acontece no Norte e Nordeste, que costuma ter precipitações abaixo da média em períodos de El Niño.
