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Boi gordo: cotações da arroba iniciam agosto sob grande pressão de baixa

Nesta terça-feira (1/8), os preços do boi “comum” e do “boi-China” recuaram R$ 5/@ no mercado paulista, para R$ 230/@ e R$ 235/@, respectivamente, informa a Scot Consultoria.

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 02/08/2023 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

O primeiro dia útil do mês começa com preços majoritariamente estáveis para o boi gordo, efeito da baixa liquidez de negócios ocasionada pela cautela entre ambas as pontas do mercado, informa S&P Global Commodity Insights.

“As indústrias frigoríficas continuam cadenciando os seus volumes de compra de gado gordo e adentram nas negociações de uma ou duas vezes por semana para compor as escalas de abate”, relata a consultoria.

A dificuldade de compra de boiada gorda, porém, limita a instauração mais consistente da pressão baixista, acrescenta a S&P Global, que reforça: “Apesar da oferta enxuta de animais prontos para abate na maior parte das regiões produtoras do Centro-Sul do Brasil, o baixo consumo doméstico de carne bovina mantêm fraca a demanda por boiada gorda, renovando o fôlego de movimentos especulativos”.

Do lado de dentro das porteiras, os pecuaristas observam com preocupação o panorama desafiador e, em alguns casos, acabam cedendo os seus lotes de animais gordos a preços abaixo das máximas vigentes.

Segundo a S&P Global, o mercado segue atento quanto ao resultado das exportações brasileiras de carne bovina em julho/23.

“Há uma grande frustração em relação aos embarques, sobretudo em relação ao valor da tonelada negociado no mercado externo”, observa a S&P Global.

De acordo com relatos de agentes exportadores, houve contratos (para carne bovina brasileira in natura) negociados abaixo de US$ 4 mil por tonelada, pressionando ainda mais as margens de operação, já prejudicadas pela fragilidade do câmbio.

“As perspectivas permanecem turvas, sem um cenário de firmeza no curtíssimo prazo”, ressalta a S&P Global, completando: “Neste momento, as indústrias reduzem a produção para evitar a formação de estoques excessivos de carne bovina nas câmaras frias/atacado”.

Pelos dados apurados pela Scot Consultoria nesta terça-feira (1/8), em São Paulo, grande parte dos frigoríficos ficou fora das compras de boiadas gordas, com escalas de abates o suficiente para atender um mercado com dificuldade no escoamento de carne.

Com isso, as cotações do boi “comum” (enviado para o consumo doméstico) e do “boi-China” (abatido com até 30 meses de idade) recuaram R$ 5/@, enquanto o preço da vaca gorda teve baixa diária de R$ 2/@.

O boi gordo paulista está sendo negociado em R$ 230/@ (valor bruto, no prazo), com negócios ocorrendo abaixo da referência, informa a Scot

A vaca gorda é vendida por R$ 205/@, enquanto a novilha gorda vale R$ 225/@ (preços brutos e a prazo), também no mercado de São Paulo.

O “boi-China” está sendo negociado em R$ 235/@ (bruto e a prazo), em SP, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum).

Portal DBO

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