A Comissão Europeia propôs nesta quinta-feira (28) a remoção de tarifas sobre produtos industriais norte-americanos importados, parte de um acordo comercial com os Estados Unidos que deve resultar em uma redução retroativa das tarifas dos EUA sobre carros europeus.
A proposta é o primeiro passo para a implementação do acordo entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em 27 de julho, no qual a UE aceitou uma tarifa ampla de 15% para evitar uma guerra comercial prejudicial.
O acordo preliminar encerrou conflito entre os dois maiores parceiros comerciais e de investimento do mundo, embora seja um acordo assimétrico, com Bruxelas sendo obrigada a cortar suas tarifas e comprar mais produtos energéticos dos EUA, enquanto Washington mantém tarifas sobre 70% das exportações da UE para os Estados Unidos.
Trump tem criticado periodicamente a União Europeia, afirmando em fevereiro que ela foi “formada para prejudicar os Estados Unidos” e desejando reduzir o déficit comercial de mercadorias dos EUA com a UE, que em 2024 totalizou US$235 bilhões.
Os governos da UE têm afirmado, de modo geral, que aceitam o acordo como o menor dos males, cientes de que, caso contrário, Trump imporia tarifas de 30% sobre quase todos os produtos importados da UE.
A proposta legislativa da UE precisará ser aprovada pela maioria dos 27 membros da UE e pelo Parlamento Europeu, o que pode levar semanas, mas a redução das tarifas norte-americanas sobre carros da UE ocorrerá antes disso.
A proposta consiste em dois atos: um para eliminar tarifas sobre produtos industriais e fornecer acesso preferencial a frutos do mar e certos produtos agrícolas dos EUA; o outro para prolongar o tratamento isento de tarifas para lagostas, agora incluindo lagostas processadas.