Tarifaço americano pode acelerar acordo Mercosul – União Europeia

Novas tarifas impostas pelos EUA abrirão novas possibilidades comerciais para o Brasil e outros países.

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 04/04/2025 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

O aumento nas tarifas comerciais anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode acelerar as negociações para um acordo entre o Mercosul e a União Europeia, afirmou o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana.

“Eu acho que o Brasil não tem que focar em qual vantagem a gente vai tirar nisso. Até porque o presidente Lula é do multilateralismo, propõe acordos. Mas é óbvio que, qualquer analista vai ver, se os Estados Unidos conseguirem implementar essas medidas, pode ter como consequência, por exemplo, acelerar o processo do acordo Mercosul-União Europeia”, declarou Viana. Ele também mencionou que líderes europeus já se manifestaram sobre a possibilidade de acelerar a validação do acordo.

Viana destacou que as novas tarifas impostas pelos EUA abrirão novas possibilidades comerciais para o Brasil e outros países, mas também trarão desafios. “Antes das possibilidades, vão vir as dificuldades. E é um risco grande. É algo que pode construir uma nova era. Tem alguns analistas que já falam que pode ser que os Estados Unidos podem estar abrindo agora a era da China”, afirmou.

As tarifas anunciadas por Trump variam: 10% para países da América Latina, 20% para a Europa e 30% para a Ásia. Apesar da tarifa de 10% aplicada ao Brasil, Viana afirmou que não vê vantagens para o país e ressaltou que a medida não será benéfica para o comércio global.

“Eu não consigo enxergar vantagem nenhuma quando o mundo pode piorar a sua relação comercial. Foram os Estados Unidos que introduziram no mundo, há décadas, a ideia do livre mercado, dos conglomerados, dos acordos comerciais, foram eles que fizeram, dizendo que isso era melhor para o mundo. E, de fato, para o mundo ficar mais pacífico, você tem que ter um mundo mais transacional entre os países”, disse Viana.

Ele também ressaltou que, apesar da instabilidade global, o Brasil pode atrair mais investimentos, mas enfatizou que o contexto atual será desfavorável para todos os países. “Um mundo inseguro, um mundo em conflito, é ruim para todo mundo, inclusive o Brasil. A tese minha é essa, vai ser ruim para todos, independente de você ganhar mais aqui ou perder ali”, completou.

Globo Rural

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