Brasil assina acordo de cooperação agrícola com o México

Brasil e México assinaram um memorando de cooperação agrícola para impulsionar o comércio e a inovação. O acordo, que fortalece as relações entre os dois países, foca em temas como sanidade animal e vegetal, pesquisa, tecnologia e financiamento.

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 28/08/2025 por:

Engenheiro Agrônomo

Reunião entre os ministros avançou nas relações comerciais entre os dois países

O Ministério da Agricultura do Brasil e a secretária de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Sader) do México assinaram um memorando para cooperação agrícola. O documento trata de interesses em áreas mútuas entre os países na produção agrícola e pecuária, acompanhamento técnico de pequenos e médios produtores, soberania alimentar, sanidade animal e vegetal, promoção de pesquisa e inovação tecnológica, financiamento e seguro rural, além de instrumentos que facilitem a comercialização de produtos agrícolas.

De acordo com o memorando, Brasil e México realizarão intercâmbio de informações, tecnologias e boas práticas; visitas técnicas e atividades estratégicas de facilitação do comércio bilateral. Para isso, será criado um grupo de trabalho com representantes das áreas técnicas de ambos os países que irá identificar as áreas de interesse comum, planejar, implementar e atualizar o Plano de Trabalho.

Além da assinatura do memorando, a reunião entre os ministros avançou nas relações comerciais entre Brasil e México.

Fávaro destacou a importância da relação com o México e o comprometimento do Brasil com a rastreabilidade bovina. Segundo o ministro, a abertura do mercado de carne bovina e suína no México já vem trazendo resultados muito positivos para ambos os países. “No caso do Brasil, após o período de consolidação dessa abertura, empresas privadas começaram a efetivar negócios, resultando em um crescimento de aproximadamente 250% nas exportações de carne bovina em apenas 2 anos e 8 meses. No mesmo período, as vendas de carne suína aumentaram 95% e as de frango, 14%”, detalhou.

Segundo Fávaro, esses avanços são benéficos não apenas para o Brasil, mas também para o México, que, em seu programa de combate à inflação dos alimentos, encontra a oportunidade de adquirir carnes de alta qualidade.

Já o secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México, Júlio Berdegué firmou o compromisso do país com a análise, em até dez dias a partir de eventual surgimento de casos de infecção em plantel aviário, de um protocolo de regionalização, mantendo o fluxo das exportações brasileiras.

Além do compromisso mexicano com a regionalização para comércio de frango, avançaram as negociações para a importação de pêssego mexicano pelo Brasil, bem como para a ampliação do mercado de atum brasileiro no México.

Globo Rural

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