O agronegócio brasileiro, tradicionalmente sujeito a variáveis como clima, custos e oscilações de mercado, agora enfrenta uma mudança significativa na forma de planejar suas operações: a Reforma Tributária. Segundo Luis Wulff, CEO do Tax Group, a tributação deixou de ser apenas um tema operacional e passou a ter impacto direto sobre rentabilidade, fluxo de caixa e sustentabilidade das empresas do setor.
Gestão Tributária Ganha Papel Estratégico
Durante o período de transição para o novo modelo de impostos sobre o consumo, a gestão tributária se torna um diferencial competitivo. Empresas que ajustam processos, organizam cadastros e classificam produtos de forma eficiente têm a chance de se antecipar a problemas e aproveitar oportunidades. O foco não está apenas em alíquotas, mas na forma como as operações são registradas e documentadas.
Fiscalização Mais Automatizada e Integrada
Com a implementação do modelo de IVA, a fiscalização será mais automatizada e integrada. Inconsistências nos registros podem gerar perdas financeiras imediatas, afetando créditos, capital de giro e até gerando disputas administrativas. Para o agronegócio, onde a cadeia produtiva é altamente interdependente, falhas em etapas iniciais podem repercutir ao longo de todo o processo, aumentando custos e reduzindo a rentabilidade.
Rentabilidade Futuramente Ligada a Gestão e Controle
De acordo com a análise, a rentabilidade futura das empresas do setor dependerá da capacidade de reter valor, controlar créditos, entender o custo real das operações e evitar soluções fiscais de alto risco. A organização financeira e tributária se torna um pilar central de competitividade, previsibilidade e sustentabilidade diante do novo cenário regulatório.
