Preço do boi gordo segue estável com receio de efeitos da guerra no Oriente Médio

Exportações de carne in natura bateram recorde em fevereiro

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 06/03/2026 por:

Economista | Analista de Mercado

O mercado do boi gordo estava mais lento nesta quinta-feira (5/3), informa a Scot Consultoria. As negociações foram mais fracas mesmo em semana de pagamento de salários, período que normalmente estimula o consumo no fim de semana e, consequentemente, eleva o volume de negócios.

Das 33 praças pecuárias monitoradas pela Scot, 25 apresentaram estabilidade no preço do boi gordo em relação ao dia anterior. Apenas oito regiões tiveram aumentos nas cotações de referência: norte de Minas Gerais, sul de Goiás, Pelotas (RS), sul e norte de Tocantins, oeste do Maranhão, Paragominas (PA) e Acre. No Estado de São Paulo, o preço seguiu a R$ 352 a arroba para o pagamento a prazo.

Os fundamentos do mercado permanecem os mesmos: oferta enxuta, escalas de abate curtas e a ponta vendedora firme em seus pedidos. A razão para a lentidão de negócios, segundo a Scot, foi a escalada do conflito no Oriente Médio, que gerou receios em relação ao comércio internacional de carne bovina.

Diante desse cenário, parte da indústria frigorífica, especialmente as exportadoras, optou por se retirar temporariamente das compras, aguardando maior clareza sobre os possíveis reflexos dos acontecimentos no mercado global. As empresas que permaneceram ativas negociaram com cautela, mas dentro das referências de preços.

Já os frigoríficos voltados ao mercado interno seguiram ativos na compra de boiadas, buscando compor escalas de abate, apoiados pelo bom consumo doméstico, que tende a ganhar força com a passagem do quinto dia útil. Segundo a Scot, houve relatos de tentativas de negociação abaixo das referências, porém sem sucesso.

Exportações

Com apenas 18 dias úteis, o mês de fevereiro registrou recorde de exportação de carne bovina, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Foram embarcadas 235,889 mil toneladas de carne bovina in natura, aumento de 23,9% em relação a fevereiro de 2025, que, com 22 dias úteis, exportou 190,457 mil toneladas.

O volume embarcado por dia seguiu em patamares elevados, com média de 13,105 mil toneladas, volume 37,6% maior que o registrado em fevereiro de 2025. O preço médio ficou em US$ 5.640,85 por tonelada. Em termos financeiros, os embarques de fevereiro geraram receita de US$ 1,33 bilhão.

Com apenas dois meses encerrados em 2026, o Brasil já acumula 467,711 mil toneladas exportadas de carne bovina in natura. No mesmo período de 2025, haviam sido embarcadas 370,931 mil toneladas, o que representa um crescimento de 26,1%.

Globo Rural

TAGS:

Acesse todos os nossos conteúdos

Publicidade

Publicidade

Seja um assinante e aproveite.

Últimas notícias

plugins premium WordPress

Acesse a sua conta

Ainda não é assinante?