Após uma semana “morosa”, com as cotações estáveis, o mercado pecuário terminou esta sexta-feira (23/1) com alta de R$ 1 nos preços do boi gordo e do “boi China” no Estado de São Paulo, que passaram para R$ 319 e R$ 323 a arroba, respectivamente, informa a Scot Consultoria. Para as fêmeas, a cotação ficou estável na comparação dia a dia.
A alta foi sustentada pela oferta mais curta de boiadas. Com menos bovinos disponíveis, a ponta vendedora ganhou poder de negociação.
Do lado da comercialização de carne bovina, o escoamento melhorou e sustentou a demanda em parte dos frigoríficos. Além disso, o desempenho da exportação de carne bovina esteve positivo, o que também contribuiu para a demanda por bovinos.
Além das duas praças paulistas (Barretos e Araçatuba), a Scot também registrou altas de preços para o boi gordo em Marabá (PA), Paragominas (PA) e no oeste do Marabá. Em todas as demais regiões, houve estabilidade nas cotações nesta sexta-feira.
Segundo Juliana Pila, analista da Scot, ao contrário dos primeiros dias de janeiro, quando o mercado estava mais pressionado, esta semana teve uma firmeza maior nas cotações. “Existem fatores dando suporte para os vendedores exigirem um pouco mais nas negociações. O pecuarista está com uma passagem boa nas maiores regiões pecuárias, o que ajuda a manter os animais no campo. Além disso, houve uma melhora nos preços do mercado futuro”, explica.
Em relação aos confinamentos, pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a DSM-Tortuga, informa que a rentabilidade segue positiva para o pecuarista na maior parte do país.
No Paraná, o gado confinado para abate em abril apresenta potencial de rentabilidade em cerca de 10%. Goiás vem na sequência, com estimativa de resultado em cerca de 8%. Para São Paulo e Mato Grosso do Sul, a projeção está por volta de 7%. Já o Rio Grande do Sul e Rondônia apresentam estimativas negativas de rentabilidade, de -1,9% e -3,7%, respectivamente.
