Governo aumenta projeção de rombo para 2023 e passa a prever déficit de R$ 177,4 bilhões

Expectativa anterior era de um resultado negativo de R$ 141,4 bilhões. Equipe econômica tenta elevar arrecadação para zerar o déficit em 2024. Especialistas consideram meta 'ousada'.

Tempo de leitura: < 1 minutos

| Publicado em 24/11/2023 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

Os ministérios da Fazenda e do Planejamento anunciaram nesta quarta-feira (22) um aumento na projeção de rombo das contas públicas em 2023.

A expectativa da área econômica é de que o déficit primário fique em R$ 177,4 bilhões neste ano, contra projeção anterior, feita em setembro, de resultado negativo de R$ 141,4 bilhões.

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Com a alta no rombo das contas públicas, a “meta informal” do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fica mais distante. Em janeiro, Haddad afirmou que as contas teriam déficit de R$ 100 bilhões em 2023 – algo em torno de 1% do Produto Interno Bruto (PIB).

  • O déficit primário acontece quando as despesas ficam acima das receitas e não considera os gastos com os juros da dívida pública. Quando as receitas são maiores, o resultado é de superávit.

A informação consta do relatório de receitas e despesas do orçamento relativo ao quinto bimestre, ou seja, até outubro. O relatório é divulgado a cada dois meses.

Mas, em entrevista a jornalistas, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, explicou que muitas vezes, no final do ano, “sobram recursos” –despesas que os ministérios foram autorizados a gastar, mas não foram efetivamente gastos ao longo do ano.

Com base nisso, segundo o secretário, seria possível chegar a um rombo menor do que o divulgado hoje. O déficit então seria de R$ 145 bilhões para 2023 –ainda distante da “meta informal” projetada por Haddad.

O aumento na projeção do rombo fiscal em 2023 ocorre em um momento em que o governo tenta aprovar, no Congresso, propostas para elevar a arrecadação federal.

A equipe econômica traçou a meta de zerar o déficit em 2024 – o objetivo é considerado “ousado” por políticos, especialistas e agentes do mercado financeiro. A meta já foi colocada em dúvida pelo próprio presidente Lula.

G1

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