Dívidas ainda limitam investimentos no campo

A redução dos juros nas linhas de financiamento é uma sinalização positiva

Tempo de leitura: < 1 minuto

| Publicado em 02/07/2026 por:

Economista | Analista de Mercado

A redução dos juros no crédito rural amplia as condições para investimentos no campo, mas o endividamento dos produtores ainda pode limitar o alcance dos recursos anunciados para a safra 2026/2027. A avaliação é de que a renegociação das dívidas precisa avançar para recuperar a capacidade de financiamento do setor.

O Plano Safra para a agricultura empresarial prevê R$ 525,1 bilhões, sendo R$ 140,2 bilhões destinados a investimentos em modernização, armazenagem, irrigação, inovação e renovação de máquinas. No Moderfrota, a taxa caiu de 13,5% para 12,5% ao ano. Outras linhas voltadas a médios produtores e à inovação também tiveram redução nos juros.

Na agricultura familiar, foram anunciados R$ 97,3 bilhões, dos quais R$ 85,2 bilhões serão destinados ao Pronaf. A taxa para aquisição de máquinas e equipamentos caiu de 2,5% para 1,5% ao ano, enquanto o limite de financiamento passou de R$ 100 mil para R$ 120 mil.

Para o SIMERS, as medidas fortalecem a modernização das propriedades, mas produtores endividados continuam com dificuldades para acessar novos financiamentos. A entidade defende a homologação da renegociação das dívidas rurais nos próximos 30 dias e avalia que os recursos do Moderfrota precisam acompanhar a demanda do mercado.

“A redução dos juros nas linhas de financiamento é uma sinalização positiva tanto para a agricultura empresarial quanto para a agricultura familiar, porque amplia o acesso à tecnologia e incentiva a modernização do campo. No entanto, será fundamental que os recursos destinados ao Moderfrota sejam compatíveis com a demanda do setor. Renovar máquinas significa aumentar a produtividade, reduzir custos, melhorar a eficiência e fortalecer toda a cadeia do agronegócio. Da mesma forma, ampliar o acesso da agricultura familiar à mecanização representa um passo importante para impulsionar o desenvolvimento regional e tornar as pequenas propriedades cada vez mais competitivas”, disse Carolina Rossato, vice-presidente do SIMERS.

Agrolink

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