O consumo de café no Brasil deve crescer 2,5% na comparação de 2026 com 2025, chegando a 21,9 milhões de sacas de 60 quilos, avalia a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). A entidade atualizou dados do segundo quadrimestre deste ano, nesta terça-feira (22/9), em entrevista coletiva.
O presidente da Abic, Pavel Cardoso pontuou que os números são preliminares. O resultado positivo depende, principalmente, do clima – sob efeitos do fenômeno El Niño – e de uma “linearidade” dos preços do café no mercado físico.
Na bolsa de Nova York, os principais contratos de café arábica têm se mantido abaixo dos US$ 3 por libra-peso. No período de um mês (até a segunda-feira, dia 21), o vencimento dezembro de 2026, o mais negociado, acumulou baixa de 15,78%, aponta o Valor Data.
“Se tivermos um comportamento mais linear dos preços, ainda que haja uma volatilidade nas bolsas, teremos um terceiro quadrimestre mantendo a recuperação. Mas é a conferir, porque o fiel da balança é a questão climática”, disse Cardoso.
No segundo quadrimestre de 2026, a indústria de café ampliou as vendas em 4,65% em comparação com o mesmo período em 2025. O resultado indica uma aceleração do consumo no Brasil. Nos primeiros quatro meses do ano, a alta foi de 2,44%.
Em volume, o consumo de café no mercado interno foi equivalente a 7,02 milhões de sacas de 60 quilos. No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o volume totalizou 13,68 milhões de sacas, um crescimento de 2,29% em comparação com o mesmo período em 2025.
