A China anunciou que suspenderá algumas tarifas sobre importações dos EUA, incluindo taxas adicionais sobre produtos agrícolas, como a soja. A medida faz parte de uma trégua comercial alcançada na cúpula Trump-Xi no mês passado. A informação foi divulgada pela agência estatal chinesa Xinhua.
A suspensão de uma tarifa de 24% sobre certos produtos dos EUA será estendida por mais um ano, mantendo uma taxa de 10%, informou a Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado em um comunicado nesta quarta-feira (5/11).
Também serão suspensas tarifas sobre produtos agrícolas dos EUA, incluindo soja, que foram anunciadas em março em retaliação à taxa relacionada ao fentanil imposta por Washington. Desde então, o governo chinês cobrava uma taxa de 15% sobre frango, trigo, milho e algodão importados a partir dos EUA. Sorgo, soja, carne suína e bovina, produtos aquáticos, frutas, vegetais e laticínios estavam sujeitos a uma tarifa adicional de 10%.
As medidas entrarão em vigor em 10 de novembro e seguem o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, na Coreia do Sul — o primeiro em seis anos —, que resultou em um alívio temporário das tensões comerciais entre as maiores economias do mundo, destaca a agência Dow Jones Newswire.
Nessa reunião, os dois lados concordaram com uma redução das tarifas americanas sobre produtos chineses em troca da promessa de Pequim de restringir o comércio de produtos químicos usados na produção de fentanil.
A China também prometeu flexibilizar as restrições às exportações de terras raras e comprar o que Trump descreveu como “quantidades enormes” de soja americana.
Segundo o comunicado, as decisões “atendem aos interesses fundamentais de ambos os países e de seus povos, corresponde às expectativas da comunidade internacional e ajudará a promover as relações econômicas e comerciais bilaterais a um nível mais alto”
