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Cereais de inverno crescem 32% em SC e cobrem lacuna do milho

Embrapas Trigo e Suínos iniciaram o desenvolvimento de cultivares com maior valor energético para melhorar ainda mais fabricação de rações

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 02/06/2023 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de Mercado

Trigo, aveia e cevada. Santa Catarina produz em escala esses três cereais de inverno. Para o ciclo atual, a estimativa é de 537,942 mil toneladas colhidas, 32% superior à temporada passada, de acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri-SC).

Apesar do crescimento, conforme a produção de frangos e suínos ganha força e expansão no estado, a oferta de ração para o abastecimento dessas cadeias se torna cada vez mais desafiadora.

Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, a produção dos cereais de inverno no estado tem reduzido a necessidade do estado importar milho de outras regiões, como o Paraná.

“Esse novo projeto [Santa Catarina e o Agro 4.0] é muito importante porque vai se levar conhecimento ao produtor. Com isso, ele consegue fazer bons negócios. Se tivéssemos chegando com internet em todos os lugares, com certeza o produtor faria bons negócios na compra dos cereais e compra de máquinas. Ele se torna mais informado sobre o que está acontecendo”, explica o presidente da Gecoagro, Arno Pandolfo.

Genótipos superiores aos cereais de inverno

Pensando justamente no déficit de oferta de grãos para a nutrição da cadeia de proteína animal, a Embrapa Trigo e Suínos e Embrapa Aves iniciaram uma parceria para o desenvolvimento de genótipos superiores em valor energético com características que vão melhorar a fabricação de ração.

“Entendemos que o milho proporciona mais energia [ao animal], embora já tenhamos identificado cultivares de trigo com valor energético superior ao milho, mas ele [o milho] na média tem mais energia e o cereal de inverno vai agregar com mais proteína e fibra. Então, um sendo produzido no verão e outro no inverno, conseguimos ter uma complementaridade nutricional que pode melhorar o desempenho a campo”, conta o chefe-adjunto de transferência de tecnologia da Embrapa Trigo, Giovani Stefani Faé.

Para o produtor rural Cristian Diego Schafacheki, o cultivo de cereais de inverno é atrativo e estratégico. Ele está na atividade há 15 anos e optou pelo trigo grão. Desde então, tem tido bons resultados nas safras.

Neste momento, ele está na fase de preparação para implantação da lavoura que se inicia no dia 15 de junho. Sua estimativa de colheita está entre 80 e 90 sacas por hectare.

“O trigo para nós é estratégico porque mantém estabilidade nos estoques com relação a qualquer quebra na safra de verão de milho. Quando o milho está em um preço bom, boa parte do nosso trigo produzido aqui no estado vai para a nutrição animal”, conta.

Canal Rural

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