Cenário climático de transição amplia riscos em 2026

Projeções multimodelo indicam temperaturas acima da média

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 30/01/2026 por:

Economista | Analista de Mercado

O cenário climático global entra em 2026 sob uma fase de transição que amplia a variabilidade do tempo e reduz a previsibilidade no Hemisfério Sul. Segundo a StoneX, a La Niña fraca instalada em outubro de 2025 tende a perder intensidade ao longo do verão, com retorno à neutralidade do El Niño–Oscilação Sul previsto para março. Esse regime intermediário ajuda a explicar a alternância entre extremos localizados e períodos secos observada no fim de 2025.

A análise aponta que a Oscilação Madden–Julian permaneceu ativa na virada do ano, favorecendo chuvas intensas no Sudeste Asiático e na Indonésia, mas sem estabelecer conexões robustas com o sul da América do Sul, deixando Argentina e Uruguai mais dependentes de processos regionais. No Brasil, a Amazônia registrou volumes elevados em novembro, com recuperação hidrológica após o déficit de 2024, evidenciando a sensibilidade da bacia à distribuição intrassazonal das chuvas e seus efeitos sobre logística e transporte.

Para o primeiro trimestre de 2026, projeções multimodelo indicam temperaturas acima da média em grande parte dos continentes, elevando a evapotranspiração e a demanda hídrica. Culturas sensíveis podem ter redução na eficiência do acúmulo de reservas, afetando fases finais do desenvolvimento. Na América do Sul tropical e subtropical, a irregularidade das chuvas tende a dificultar o estabelecimento de lavouras de soja e milho e a ampliar a variabilidade de produtividade.

“Em caso de atrasos na semeadura, há ainda o risco de a cultura avançar para o outono, quando a redução de radiação e da disponibilidade térmica aumenta a possibilidade de quebra no fechamento da safra. A vantagem competitiva, especialmente no agronegócio, virá da capacidade de leitura fina da estação: acompanhar de perto a distribuição das chuvas, ajustar manejos conforme os estágios fenológicos e ir além das médias históricas ou dos sinais clássicos de grande escala”, finalizou Carolina Giraldo, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Agrolink

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