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Brasil deve recuperar exportações de carne suína

É o que afirma a Rabobank em seu mais novo relatório; em 2023, país deve elevar a sua produção da proteína

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 06/02/2023 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de Mercado

De acordo com estudo divulgado pelo Rabobank, com projeções para o primeiro trimestre de 2023, com uma recuperação das exportações e uma redução nos preços dos alimentos voltados a nutrição animal o Brasil deve elevar a produção de carne suína em 2023.

Segundo o Rabobank, dados recentes mostram que a produção de carne suína no Brasil seguiu uma tendência sazonalmente ascendente no 3º trimestre de 2022, com um aumento de 1,8% em relação ao 2º trimestre de 2022 e de 4,3% em relação mesmo periodo do ano anterior. Os preços mais suaves dos alimentos para animais apoiaram as margens do produtor neste período.

O banco destaca que, no 4º trimestre de 2022, os preços mais altos do gado vivo apoiaram a demanda por carne suína. No entanto, o clima frio atípico nas regiões Centro-Sul impactou negativamente as viagens e as reuniões de grupo e, por sua vez, acabou afetando o consumo.

O Rabobank projeta que a produção de carne suína em 2023 no Brasil aumente de 4% a 5%. No 1º trimestre de 2023, contudo, a expectativa é de que a produção de carne suína diminua, em comparação com o trimestre anterior.

O banco sinaliza que o período é geralmente marcado pela baixa sazonal na demanda doméstica (após os períodos de feriado de final de ano, somado a férias escolares e pagamento de impostos anuais) e na demanda externa, impulsionada pela desaceleração nos embarques para a China.

Retomada das importações da China impulsiona o setor exportador de carne suína

As exportações de carne suína pelo Brasil em dezembro foram as segundas maiores do ano, lideradas pela recuperação dos embarques para a China, que registrou o maior volume comprado no ano, com cerca de 54 mil toneladas. Mesmo com a melhora nos embarques, o volume total de exportações em 2022 caiu 2% frente a 2021, enquanto o valor exportado teve queda de 3% no mesmo período.

A China continua sendo o principal destino das exportações brasileiras, respondendo por cerca de 42% do total de volumes vendidos. Isso não deve mudar em 2023, pois, embora as importações da China devam ser estáveis, a competitividade do Brasil deve apoiar o crescimento em participação.

Como resultado, o Rabobank espera um aumento de 2% em relação ao ano anterior nos volumes de exportação neste ano, embora a situação na China em relação ao controle da covid-19 ainda possa afetar o potencial de importação.

Devido à proximidade geográfica, a saúde animal é outro importante fator de risco para a produção de carne suína em 2023 (Haiti e República Dominicana têm surtos de Peste Suína Africana, por exemplo). Os esforços do México e dos Estados Unidos produziram resultados positivos, mas os protocolos de prevenção da PSA devem permanecer no setor produtivo no Brasil.

Canal Rural

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