O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) confirmou nesta terça-feira (24/2) um caso de gripe aviária em uma ave comercial no município de Ranchos, na província de Buenos Aires.
Seguindo as diretrizes do plano de contingência, a agência determinou o fechamento imediato do estabelecimento.
Entre as ações sanitárias contempladas no plano, os agentes do Senasa supervisionarão o abate e a destinação final das aves, com a subsequente aplicação de medidas de higiene e desinfecção das instalações.
Após a confirmação deste novo caso, a Senasa informará oficialmente a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) a suspensão das exportações de produtos avícolas serão suspensas para destinos com os quais a Argentina possui acordo sanitário de livre de gripe aviária.
Caso não ocorram novos surtos em estabelecimentos comerciais após 28 dias, a Argentina poderá declarar-se livre da doença perante a OMSA e restabelecer as exportações de aves.
O Senasa ressaltou que a produção de produtos avícolas ao mercado permanece liberada, visto que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne ou ovos de aves.
Em agosto do ano passado, após reportar novo caso de gripe aviária em ave de plantel comercial, a Argentina suspendeu as exportações de itens avícolas.
Já em novembro de 2025, Brasil e Argentina concordaram com o reconhecimento mútuo dos sistemas oficiais de zonificação e compartimentação para gripe aviária e Doença de Newcastle (DNC).
O caso registrado da doença no país vizinho liga o alerta para o Brasil. O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, afirmou em um evento em Brasília que a prioridade número um da Pasta ainda é cuidar da gripe aviária. Nesse período do ano, aumenta o risco de novas ocorrências, devido ao fluxo migratório das aves silvestres.
“A influenza aviária continua sendo o principal desafio a ser mitigado pela secretaria. Conseguimos melhorar muito, mas é um problema ainda muito sério, mas que tem melhorado”, disse.
