Nesta quarta-feira (11), o mercado de algodão encerrou a 64,09 cents de dólar por libra-peso, com alta de 31 pontos, em uma sessão marcada pela queda do dólar, ajustes técnicos e repercussão do relatório WASDE do USDA. O mercado também apresentou movimentação de volume mais moderada em comparação com a terça-feira, enquanto os fundamentos globais seguem indicando estoques mais confortáveis. Entre os demais vencimentos, o contrato maio fechou a 64,04 cents/lp, com avanço de 26 pontos, e o julho 65,69 cents/lp, com alta de 21 pontos.
Os futuros negociados na ICE (Intercontinental Exchange) tiveram ganhos de 15 a 28 pontos entre os principais vencimentos ao longo da sessão, refletindo o interesse comprador em um ambiente ainda dominado por fatores técnicos e fluxo de mercado.
No cenário externo, o índice do dólar americano recuou, o que ajudou a dar suporte aos contratos do algodão ao favorecer as commodities negociadas na moeda norte-americana. No mesmo dia, os contratos futuros de petróleo bruto caíram US$0,94 por barril, negociados a US$64,90, contribuindo com cautela por parte dos agentes ao negociar as commodities agrícolas. Esses movimentos são acompanhados de perto pelos mercados globais, que mostram um ambiente misto de commodities nesta sessão.
O mercado também repercute a divulgação do relatório WASDE de fevereiro do USDA, que projetou um cenário global com estoques finais elevados e consumo ajustado para baixo, indicando um quadro mais acomodado de oferta e demanda no algodão. Essas revisões técnicas têm amplificado a cautela dos traders, mesmo em meio às altas observadas nos contratos mais próximos.
