Agro precisa de investimentos em logística para garantir competitividade, diz Fávaro

Ministro confirma quebra de safra no Brasil, mas não tem dimensão do problema.

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 08/02/2024 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, defendeu investimentos em infraestrutura e logística para garantir mais competitividade ao agronegócio no país. Segundo ele, a ampliação das aberturas de mercado – foram nove abertos em janeiro deste ano – vai demandar mais capacidade das estruturas nacionais para exportação.

“A abertura de mercado vai dar resultado na balança comercial, mas vai dar gargalo”, disse no evento de apresentação do Plano Nacional para o Escoamento da Safra 2023/24, com os ministérios dos Transportes e de Portos e Aeroportos. “Nada traz mais competitividade que infraestrutura e logística“, completou. Fávaro disse que fará uma visita ao Porto de Santos (SP) ainda em fevereiro.

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Fávaro comentou os resultados dos investimentos públicos de R$ 3,6 bilhões feitos em infraestrutura e logística em 2023. Segundo ele, os aportes beneficiaram regiões produtoras e ajudaram a mitigar efeitos ainda mais negativos nos preços das commodities.

“Nada mais relevante na formação de preço do que infraestrutura eficiente. Essa formação é ligada ao custo de frete. Imagina quanto estaria o preço, imagina a crise para o agro, se o ministério não tivesse agido”, disse no evento.

Segundo ele, o preço da soja está próximo de R$ 95 a saca de 60 quilos em algumas regiões de Mato Grosso, perto do preço mínimo, de R$ 86,50. “Se não tivesse essas condições de rodovia, com certeza a soja estava abaixo do custo de produção”, concluiu.

Quebra de safra

Fávaro afirmou que haverá quebra de safra no Brasil, mas que ainda é preciso dimensionar o tamanho da redução na colheita. Ele voltou a defender a metodologia aplicada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para levantamento de informações sobre a safra e que a postura mais conservadora ajuda a consolidar os dados e a orientar o mercado com mais segurança.

O ministro destacou que o país vive um ano de “incertezas no campo” com as intempéries climáticas, mas que a situação está “longe de ser uma crise instalada”.

“As mudanças climáticas estão aí, temos quebra de safra no Brasil já consolidada, precisamos dimensionar isso, quanto vai ser a quebra de safra”, destacou.

Fávaro repetiu que os preços das commodities não reagem, apesar da quebra consolidada da safra, por conta da conjuntura mundial, como a recuperação da produção de soja na Argentina.

Globo Rural

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