A porta-voz para temas de saúde da Comissão Europeia, Eva Hrncirova, confirmou a suspensão das importações de carnes de aves e bovina, mel, ovos e pescados do Brasil a partir desta quinta-feira (3/9). Ela disse que o bloco europeu não tem as garantias de conformidade dos produtos brasileiros em relação ao uso de antimicrobianos, mas que confia na capacidade de o lado brasileiro resolver as pendências em breve.
“Temos normas que proíbem o uso de antimicrobianos para crescimento e também não administramos a animais antimicrobianos utilizados em humanos. Estas normas são também exigidas aos nossos parceiros que exportam para a UE. Confiamos plenamente no empenho do Brasil em resolver esta questão para que possamos retomar as importações o mais rapidamente possível”, afirmou em coletiva de imprensa nessa terça-feira (1/9). O conteúdo foi divulgado por veículos de comunicação europeus.
Hrncirova relatou ainda que a auditoria técnica da UE em curso no Brasil neste momento para as cadeias de aves e mel não deverá gerar resultados imediatos. “Não esperem os resultados tão cedo, pois os especialistas vão precisar de tempo para redigir as conclusões da auditoria”, pontuou.
Segundo ela, a UE já recebeu “algumas garantias” por escrito para as cadeias de aves e mel, mas não para a carne bovina. Os europeus querem a comprovação de que os animais cuja carne ou outros produtos serão enviados para o bloco não receberam antibióticos durante todo o ciclo de vida. No caso dos bovinos, o período pode ser entre 24 e 36 meses. “Esta não é a história completa. Continuamos em contato com as autoridades brasileiras e estamos a trabalhar nisso”, completou.
A eventual retomada das exportações brasileiras dependerá da avaliação da UE sobre as garantias apresentadas e dos procedimentos técnicos de comprovação de cumprimento das exigências sanitárias. Se concluídos os relatórios da auditoria atual, a reavaliação da conformidade para carne de aves e mel pelo comitê responsável pelo tema (Scopaff) pode ser feita nos dias 16 e 17 de novembro.
