Balança comercial tem superávit de US$ 6,4 bilhões

Comércio exterior soma US$ 56,8 bilhões em março

Tempo de leitura: 5 minutos

| Publicado em 08/04/2026 por:

Economista | Analista de Mercado

Os dados da Balança Comercial mostram que, em março de 2026, o Brasil registrou exportações de US$ 31,6 bilhões e importações de US$ 25,2 bilhões. O resultado gerou superávit de US$ 6,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 56,8 bilhões.

No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões e as importações alcançaram US$ 68,2 bilhões. O saldo positivo foi de US$ 14,2 bilhões, enquanto a corrente de comércio atingiu US$ 150,5 bilhões. Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Na comparação entre março de 2026 e março de 2025, quando as exportações haviam somado US$ 28,73 bilhões, houve crescimento de 10,0%. As importações também avançaram no período, passando de US$ 20,99 bilhões para US$ 25,2 bilhões, alta de 20,1%. Com esse desempenho, a corrente de comércio de março de 2026 alcançou US$ 56,8 bilhões, com superávit de US$ 6,4 bilhões. Em relação ao mesmo mês de 2025, a corrente de comércio registrou crescimento de 14,3%.

No acumulado de janeiro a março, as exportações passaram de US$ 76,88 bilhões em 2025 para US$ 82,34 bilhões em 2026, avanço de 7,1%. No mesmo intervalo, as importações cresceram 1,3%, passando de US$ 67,27 bilhões para US$ 68,16 bilhões. Com isso, a corrente de comércio totalizou US$ 150,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 4,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na análise por setores, as exportações de março de 2026 registraram crescimento de US$ 0,09 bilhão na agropecuária, alta de 1,1%; avanço de US$ 1,96 bilhão na indústria extrativa, aumento de 36,4%; e expansão de US$ 0,81 bilhão na indústria de transformação, crescimento de 5,4%. No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações cresceram US$ 0,4 bilhão na agropecuária, alta de 2,4%; US$ 3,83 bilhões na indústria extrativa, aumento de 22,6%; e US$ 1,18 bilhão na indústria de transformação, crescimento de 2,8%.

No caso das importações, em março de 2026 houve aumento de US$ 4,02 bilhões na indústria de transformação, alta de 20,8%, e de US$ 0,23 bilhão na indústria extrativa, crescimento de 24,1%, enquanto a agropecuária registrou queda de US$ 0,06 bilhão, retração de 10,2%. No acumulado de janeiro a março de 2026, as importações da indústria de transformação cresceram US$ 1,41 bilhão, alta de 2,3%. Já a agropecuária registrou queda de US$ 0,34 bilhão, retração de 19,9%, e a indústria extrativa recuou US$ 0,22 bilhão, queda de 7,4%.

Nas exportações de março de 2026, a agropecuária somou US$ 8,26 bilhões, a indústria extrativa alcançou US$ 7,36 bilhões e a indústria de transformação totalizou US$ 15,82 bilhões, resultado que contribuiu para o aumento das vendas externas no período.

Entre os produtos que impulsionaram as exportações estão animais vivos, soja e algodão em bruto na agropecuária; outros minerais em bruto, minérios de metais de base e óleos brutos de petróleo na indústria extrativa; além de carne bovina, óleos combustíveis e ouro não monetário na indústria de transformação. Por outro lado, alguns produtos registraram retração nas vendas externas, entre eles mel natural, café não torrado e sementes oleaginosas na agropecuária; minério de ferro, minérios de níquel e minérios de alumínio na indústria extrativa; e açúcares e melaços, celulose e válvulas e dispositivos industriais na indústria de transformação.

No acumulado de janeiro a março de 2026, a agropecuária exportou US$ 17,21 bilhões, a indústria extrativa somou US$ 20,82 bilhões e a indústria de transformação atingiu US$ 43,86 bilhões, resultado que contribuiu para a expansão das exportações totais. O avanço foi influenciado principalmente pelas vendas de animais vivos, milho e soja na agropecuária; minério de Ferro, minérios de Cobre e petróleo bruto na indústria extrativa; e carne bovina, aeronaves e ouro não monetário na indústria de transformação. Apesar do crescimento geral das exportações, alguns produtos apresentaram queda no período, como trigo e centeio, café não torrado e algodão em bruto na agropecuária; pirites de Ferro, minérios de alumínio e carvão na indústria extrativa; e sucos de frutas, açúcares e alumina na indústria de transformação.

Nas importações de março de 2026, a agropecuária somou US$ 0,52 bilhão, a indústria extrativa registrou US$ 1,17 bilhão e a indústria de transformação alcançou US$ 23,35 bilhões, resultado que contribuiu para o crescimento das compras externas no mês.

O aumento das importações foi influenciado pela ampliação das compras de pescado, frutas e soja na agropecuária; minérios de metais de base, carvão e petróleo bruto na indústria extrativa; e medicamentos, fertilizantes e veículos automóveis na indústria de transformação. Mesmo com o crescimento das importações, alguns produtos registraram queda nas compras externas, como trigo, milho e cacau na agropecuária; além de produtos laminados de aço, caldeiras e motores e máquinas industriais na indústria de transformação.

No acumulado de janeiro a março de 2026, a agropecuária importou US$ 1,38 bilhão, a indústria extrativa somou US$ 2,77 bilhões e a indústria de transformação alcançou US$ 63,54 bilhões. O crescimento das importações no período foi influenciado pelas compras de pescado, frutas e soja na agropecuária; pedra, areia e cascalho, minérios de metais de base e carvão na indústria extrativa; e medicamentos, fertilizantes e veículos automóveis na indústria de transformação.

Por outro lado, houve redução nas importações de trigo e centeio, cacau e borracha natural na agropecuária; outros minerais em bruto, petróleo bruto e gás natural na indústria extrativa; além de propano e butano liquefeito, motores e máquinas industriais e plataformas e embarcações na indústria de transformação.

Entre os principais parceiros comerciais, a relação com a Argentina registrou queda de 5,9% nas exportações brasileiras em março de 2026, que somaram US$ 1,47 bilhão. As importações cresceram 13,1%, alcançando US$ 1,13 bilhão, resultando em superávit de US$ 0,34 bilhão e corrente de comércio de US$ 2,60 bilhões. No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações para a Argentina somaram US$ 3,45 bilhões, queda de 18,1%, enquanto as importações alcançaram US$ 2,74 bilhões, recuo de 6,5%. O saldo comercial foi positivo em US$ 0,70 bilhão e a corrente de comércio totalizou US$ 6,19 bilhões.

Com a China, as exportações brasileiras cresceram 17,8% em março de 2026 e chegaram a US$ 10,49 bilhões. As importações aumentaram 32,9%, atingindo US$ 6,66 bilhões, resultando em superávit de US$ 3,83 bilhões e corrente de comércio de US$ 17,15 bilhões. No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações para a China somaram US$ 23,89 bilhões, crescimento de 21,7%, enquanto as importações totalizaram US$ 17,91 bilhões, queda de 6,0%. O saldo comercial foi positivo em US$ 5,98 bilhões e a corrente de comércio chegou a US$ 41,80 bilhões.

Já nas relações com os Estados Unidos, as exportações brasileiras em março de 2026 recuaram 9,1%, para US$ 2,89 bilhões, enquanto as importações caíram 6,3%, somando US$ 3,31 bilhões. O resultado foi déficit de US$ 0,42 bilhão e corrente de comércio de US$ 6,21 bilhões. No acumulado de janeiro a março, as exportações para os Estados Unidos atingiram US$ 7,78 bilhões, queda de 18,7%, e as importações totalizaram US$ 9,17 bilhões, recuo de 11,1%, resultando em déficit de US$ 1,39 bilhão e corrente de comércio de US$ 16,95 bilhões.

Nas relações com a União Europeia, as exportações brasileiras em março de 2026 somaram US$ 4,11 bilhões, crescimento de 7,3%, enquanto as importações chegaram a US$ 4,69 bilhões, alta de 14,9%. O saldo foi deficitário em US$ 0,58 bilhão e a corrente de comércio totalizou US$ 8,80 bilhões. No acumulado de janeiro a março de 2026, as exportações para a União Europeia alcançaram US$ 12,23 bilhões, avanço de 9,7%, e as importações somaram US$ 11,61 bilhões, queda de 2,2%. O resultado foi superávit de US$ 0,62 bilhão e corrente de comércio de US$ 23,84 bilhões.

Agrolink

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