O mercado pecuário esteve sustentado pela oferta comedida de bovinos, o que reduzia a pressão de baixa nesta quinta-feira (19/3), informa a Scot Consultoria. Por outro lado, o escoamento lento da carne no mercado interno também limitava movimentos de alta.
Nesse contexto, o mercado estava em equilíbrio. O bom ritmo das exportações, mesmo diante de problemas geopolíticos, e o bom preço pago pela tonelada de carne contribuíram para a sustentação das cotações.
Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 23 não tiveram mudanças nos preços de referência para boi gordo nesta quinta-feira (19/3) em relação ao dia anterior. Outras nove praças tiveram aumentos de cotações. Apenas no oeste da Bahia foi registrada queda de valores.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, não houve alterações nas cotações diárias para nenhuma categoria. O preço do boi gordo permaneceu em R$ 347 a arroba para o pagamento a prazo. As escalas de abate atendiam, em média, seis dias.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) divulgados nesta semana mostram que, no acumulado de 2025, foram abatidas 13,5 milhões de vacas adultas e 6,5 milhões de novilhas no Brasil, volumes recordes e com fortes incrementos de 15,8% e de 23,5%, respectivamente, quando comparados aos de 2024. Em termos absolutos, de 2024 para 2025, houve aumento de 3 milhões de cabeças abatidas de fêmeas, sendo 1,8 milhão referentes a vacas adultas e 1,2 milhão, a novilhas.
Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que esses dados ajudam a explicar o contínuo movimento de valorização dos animais de reposição. Em Mato Grosso do Sul o indicador Cepea/Esalq do bezerro (nelore, de 8 a 12 meses), registra média de R$ 3.254,37 nesta parcial de março (até o dia 17), sendo 3% acima da de fevereiro e 24,3% maior que a de março de 2025, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI). Trata-se, também, da maior média mensal desde junho de 2021.
