Brasil acelera exportações diárias de carne de frango e suína em janeiro, apesar de menor volume total

Exportações de carne de frango mostram maior eficiência logística

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 28/01/2026 por:

Economista | Analista de Mercado

As exportações brasileiras de carne de frango registraram desempenho positivo em janeiro de 2026, com ritmo diário de embarques mais intenso em comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Até a 4ª semana de janeiro, o Brasil exportou 349,7 mil toneladas de carne de frango — uma redução de 15,8% em relação às 415,2 mil toneladas embarcadas no mesmo intervalo do ano anterior. No entanto, o ritmo médio diário apresentou alta de 15,8%, atingindo 21,86 mil toneladas por dia, reflexo de uma melhor eficiência logística e maior concentração dos embarques ao longo do mês.

Receita diária cresce e confirma dinamismo no mercado externo

No aspecto financeiro, as exportações de carne de frango somaram US$ 627,2 milhões, recuo de 16,7% na comparação anual. Mesmo assim, a média diária de receita aumentou 14,5%, chegando a US$ 39,2 milhões, sinalizando forte dinamismo nas operações comerciais.

O preço médio da tonelada, cotado a US$ 1.793,50, apresentou leve queda de 1,1%, reflexo de um mercado global abastecido e altamente competitivo. Ainda assim, a carne de frango segue como principal proteína de escolha em mercados sensíveis a preço, especialmente em países que buscam alternativas mais acessíveis frente à carne bovina.

Produção brasileira segue em expansão

A produção de carne de frango no Brasil continua crescendo em 2026, sustentada por custos de produção controlados e ganhos de produtividade. No cenário internacional, a recuperação da oferta em outros grandes exportadores tem limitado altas mais expressivas nos preços, mas a competitividade brasileira permanece sólida.

Carne suína mantém ritmo forte de embarques

As exportações de carne suína também mostram desempenho robusto em janeiro. Até a 4ª semana, o Brasil embarcou 79 mil toneladas, volume 10,1% inferior ao registrado em 2025. No entanto, o ritmo diário cresceu 23,6%, atingindo 4,94 mil toneladas por dia, o que indica forte intensidade nas operações.

Receita e preços sustentados no mercado internacional

A receita total com as exportações de carne suína alcançou US$ 196,8 milhões, retração de 8,7% frente ao ano anterior. Por outro lado, a média diária de faturamento subiu 25,5%, chegando a US$ 12,3 milhões, impulsionada por maior volume diário embarcado e melhor sustentação dos preços.

O preço médio da tonelada foi de US$ 2.489,60, com alta de 1,5%, refletindo um mercado global mais equilibrado entre oferta e demanda.

Perspectivas positivas para o setor em 2026

A demanda internacional por carne suína brasileira permanece estável e consistente em mercados estratégicos das Américas e da Ásia, compensando uma postura mais cautelosa da China. Com uma oferta global ajustada e a forte competitividade do produto nacional, o Brasil inicia 2026 com preços mais resilientes e perspectiva de continuidade no avanço das exportações.

Portal do Agronegócio

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