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São Martinho deve ter alta de 7,4% na moagem de cana-de-açúcar da safra 2023/24

A São Martinho, uma das mais importantes companhias do setor sucroenergético, estima que vai moer um total de aproximadamente 21,5 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 7,4% em relação à safra 22/23.

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 20/07/2023 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

São Martinho, uma das mais importantes companhias do setor sucroenergético, estima que vai moer um total de aproximadamente 21,5 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 7,4% em relação à safra 22/23.

A companhia não revela a média da produtividade dos canaviais, mas afirmou em guidance que o o ATR médio deve atingir em torno de 141,9 Kg/tonelada, totalizando 3.050,5 mil toneladas (8,8% vis-à-vis 12M23).

“A expectativa de maior disponibilidade de matéria-prima e recuperação de produtividade decorre, principalmente, de condições climatológicas normalizadas no período de entressafra (meses de outubro/22 a abril/23), de investimentos (capex) em tratos culturais realizados ao longo das safras 21/22 e 22/23, e ao manejo agrícola diferenciado combinado ao uso de variedades genéticas com melhor produtividade”, afirmou Felipe Vicchiato, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da São Martinho, em documento.

A produção de açúcar poderá chegar a 1.379 milhões de t, alta de 14% se comparado com a safra 2022/23. A produção de etanol de cana também cresce, 5,1%,chegando a 944,9 mil m³. Por enquanto, a companhia espera fazer um mix mais alcooleiro, com 53% do biocombustível, porém com alta de 2% na produção de açúcar na safra 2023/24.

Para o primeiro ano de operação da unidade flex da companhia, que vai processar milho, a estimativa é de 420,0 mil toneladas de milho. A produção resultante no período deve adicionar aproximadamente 160 mil m³ de etanol, com isso, a produção total do biocombustível chegará a 1.105,3 mil m³ de etanol. Serão ainda adicionados ainda, 134 mil toneladas de DDGS e 7 mil toneladas de óleo de milho à operação de cana-de-açúcar.

Capex 

Em relação ao capex de manutenção, a companhia estiam um aumento de 7,3% (vs. 12M23) totalizando, R$ 2,0 bilhões, decorrente principalmente da postergação de operações de plantio ocasionada pelas chuvas no quarto trimestre de 22/23.

Quanto ao capex dedicado à melhoria operacional, estima-se um total de R$ 157 milhões,  representando um aumento de 22,8% em relação aos 12M23, composto, principalmente, por investimentos visando maior segurança operacional e reposições de equipamentos agrícolas e industriais.

Os investimentos em modernização e expansão estimados para safra 23/24 representam uma redução de 40,2% (vs. 12M23), somando R$ 314,5 milhões, decorrente da evolução do cronograma de investimentos para finalização das plantas de etanol de milho (~R$ 30 milhões) e UTE fase II (~R$70 milhões), e a execução de outros projetos menores.
O capex total para safra 23/24 está estimado em, aproximadamente, R$ 2,5 bilhões, representando uma redução de 1,9% em relação aos 12M23.

“Vale destacar que no Guidance de Capex para a Safra 22/23, publicado em nov/22, foi estimado um total de R$ 2,9 bilhões, enquanto o realizado para o período somou R$ 2,5 bilhões. A diferença de aproximadamente R$ 400 milhões representa o montante postergado (para safra 23/24) decorrente, principalmente, do i) impacto de chuvas no plantio durante o período de entressafra e ii) cronograma da obra e desembolso relacionado aos projetos em fase de finalização”, disse Vicchiato.

RPAnews

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