Energia solar: agronegócio tem 14% do total da capacidade instalada do Brasil

Já são mais de 200 mil consumidores em 170 mil conexões de sistemas solares no campo, num total de 3,1 gigawatts (GW) de potência instalada

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 13/07/2023 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de Mercado

Mapeamento feito por uma fintech especializada em energia solar mostra que os investimentos do agronegócio em geração própria já atingem R$ 15,5 bilhões no Brasil.

Já são mais de 200 mil consumidores em 170 mil conexões de sistemas solares no campo, num total de 3,1 gigawatts (GW) de potência instalada.

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De acordo com a fintech Meu Financiamento Solar, o campo já representa 14% de toda a capacidade de energia solar instalada de forma própria no Brasil, incluindo casas, comércios, indústrias e fazendas.

Os dados são baseados em informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

A tecnologia fotovoltaica está presente em 4,9 mil municípios brasileiros, mostra o estudo, com pelo menos um sistema de energia solar instalado no meio rural.

Para Carolina Reis, diretora da fintech, um dos grandes pilares de sucesso do agronegócio brasileiro é o alto poder de competitividade dos produtores nacionais perante os pares mundiais.

“Como um dos principais insumos da atividade produtiva rural é energia elétrica, o uso de energia solar nas fazendas é atualmente uma das grandes soluções para elevar ainda mais a competitividade, a qualidade e a sustentabilidade do manejo agrícola e pecuário no Brasil”, explica.

Segundo Reis, por ser uma fonte de energia limpa, renovável, competitiva e praticamente inesgotável, o agronegócio conta com uma solução segura e sustentável para o suprimento elétrico, que traz redução de gastos com eletricidade de até 90% da conta de luz.

“Outro ponto relevante na energia solar no campo é proporcionar eletricidade para áreas onde a rede elétrica ainda não chegou ou que funciona de forma precária e instável, que dependem muito de geradores a diesel, mais caros, poluentes e barulhentos”, explica.

A tecnologia pode ser utilizada, por exemplo, no bombeamento e na irrigação de água, na refrigeração de carnes, leite e outros produtos, na regulação de temperatura para a produção de aves, na iluminação, em cercas elétricas, em sistemas de telecomunicação, no monitoramento da propriedade rural, entre muitas outras funcionalidades.

“Portanto, a energia solar deixa a produção no campo mais limpa e sustentável e agrega valor à marca do produtor rural. E tudo isso se reflete na oferta de um alimento mais barato na mesa dos brasileiros”, afirma Reis.

Canal Rural

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