Exportações de carne bovina alcançaram recorde mensal em maio

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ALGODÃO/CEPEA: Preços apresentam quarta alta mensal consecutiva

As cotações do algodão em pluma avançaram no mercado brasileiro em maio pelo quarto mês consecutivo. Segundo pesquisadores do Cepea, a postura firme dos vendedores que ainda detêm lotes remanescentes da safra 2024/25, especialmente de qualidade superior, manteve os preços em alta no mês. Ao mesmo tempo, a cautela de compradores limita a liquidez do mercado, resultando em negociações pontuais e na disputa entre agentes quanto aos preços. Neste cenário, o Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma (pagamento em oito dias) avançou 3,31% entre 30 de abril e 29 de maio, encerrando o período a R$ 4,2793/lp, o maior valor nominal desde 16 de junho de 2025, quando atingiu R$ 4,3643/lp.

CAFÉ/CEPEA: Colheita pressiona valor do arábica em maio

O café arábica registrou forte desvalorização em maio, com a média mensal chegando a ser a menor desde outubro de 2004, em termos reais. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão veio do avanço da colheita da temporada 2026/27 no Brasil, que, vale lembrar, deve registrar produção recorde. Em maio, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, registrou média de R$ 1.653,92/saca de 60 kg, recuo de 157,95 Reais/sc (ou -8,7%) frente à de abril (R$ 1.811,87/sc). Trata-se da menor média mensal desde outubro de 2024 (quando havia sido de R$ 1.490,14/sc), em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de abril de 2026). Ao longo do mês, o Indicador chegou a registrar os menores valores diários desde novembro de 2024, também em termos reais. No campo, de acordo com pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 tem avançado em ritmo um pouco mais lento, com os grãos ainda em estágios variados de maturação e o clima (chuvas pontuais) dificultando o andamento das atividades ao longo do mês. O Centro de Pesquisas destaca que a recente chuva de granizo no Sul de Minas Gerais, especialmente na região de Boa Esperança e Ilicínea, preocupa produtores, que ainda estão avaliando as perdas. Com a redução no volume de chuvas nos últimos dias, no entanto, as atividades voltaram a ganhar ritmo em praticamente todas as praças.

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