Receita supera US$ 302 milhões no mês e desempenho reforça expectativa de novo recorde para a suinocultura brasileira em 2026
Exportações de carne suína do Brasil batem recorde em maio e avançam 9% no mercado internacional
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Representantes de alguns setores produtivos acham que o embargo é “irreversível”
Segundo a Argus, Brasil pode ter problemas com logística e chegada de adubo no campo, afetando o próximo ciclo
Contratos seguem pressionados pela fraqueza do petróleo
Avanço da colheita no Brasil, estimativas de produção recorde e expectativa de maior oferta global mantiveram os contratos do arábica e do robusta pressionados nesta sexta-feira.
Também estão na lista mel, tripas e peixe
Frigoríficos mantêm cautela após feriado
As cotações do suíno vivo e da carne recuaram em maio pelo terceiro mês consecutivo, devido às baixas demandas interna e externa. A cotação média do animal vivo comercializado na praça SP-5 em maio é a menor, em termos reais, desde julho de 2012 (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de abril/2026), considerando-se a série do Cepea. De acordo com o Cepea, a demanda até chegou a melhorar próximo ao Dias das Mães (no dia 10 de maio), data que, tradicionalmente, eleva a procura pela carne e, consequentemente, pelo animal. Porém, a demanda voltou a cair nas semanas seguintes, levando os preços a registrarem baixas subsequentes. Quanto à demanda externa, dados da Secex mostram queda de 15% na média diária de embarques de maio (primeiros 15 dias úteis) em relação à de abril. Pesquisadores do Cepea destacam que o setor suinícola nacional tem dado preferência às vendas externas neste ano, na tentativa de escoar a oferta de carne e causar reações nas cotações internas. No mercado atacadista da carne, os preços também recuaram, mas em menor intensidade que no mercado do vivo, conforme apontamento do Centro de Pesquisas.
Os preços médios mensais do frango inteiro resfriado e congelado negociados na Grande São Paulo ficaram praticamente estáveis em maio, apontam dados do Cepea. Quanto ao frango vivo negociado no estado, por sua vez, os valores subiram de forma considerável de abril para maio, devido ao reajuste nos alojamentos. Segundo o Cepea, a demanda pela carne de frango aumentou na primeira quinzena de maio, como é tradicional para o período, devido ao recebimento de salários, o que elevou os preços dos cortes e do frango inteiro. Porém, diante da desvalorização das duas principais concorrentes – carcaças bovina e suína – observadas ao longo do mês, a menor competitividade da proteína avícola acabou resultando em menor procura na segunda quinzena. Assim, os valores médios mensais do congelado e do resfriado se estabilizaram em maio. Já para o animal vivo comercializado no estado de SP, de acordo com pesquisadores do Cepea, o aumento no preço ocorreu após produtores reajustarem seus alojamentos, na tentativa de diminuir a sobreoferta que vinha sendo observada desde o fim do ano passado. Além disso, os preços do frango inteiro em patamares mais elevados em abril permitiram que o produtor fizesse reajustes nas cotações do frango vivo.
Os valores da arroba do boi gordo atravessaram o mês de maio com relativa volatilidade, mas, no geral, as quedas prevaleceram. Segundo pesquisadores do Cepea, por um lado, a maior disponibilidade de animais terminados em algumas regiões exerceu pressão sobre as cotações em determinados momentos. Por outro, a firme demanda internacional pela carne bovina brasileira sustentou os valores da arroba em outros períodos. De acordo com o Centro de Pesquisas, no segmento de reposição, os valores dos bezerros avançaram no mês, o que se deve à expectativa positiva dos pecuaristas em relação ao ciclo pecuário. O movimento também foi influenciado pela oferta mais restrita desses animais. Já no mercado atacadista de carne com osso da Grande São Paulo, segundo pesquisadores do Cepea, o cenário foi de queda no acumulado do mês, com a carcaça casada bovina apresentando desvalorização.