BOI/CEPEA: Em abril, carcaça registra a maior média da série do Cepea

O preço médio da carcaça casada de boi em abril foi o mais elevado da série do Cepea (desde 2001), em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de março/26). A média foi de R$ 25,23/kg no mês passado, com avanços de 3,74% frente à de março e de 9,95% no primeiro quadrimestre de 2026. Segundo o Cepea, essa valorização se deve à elevação nos preços do dianteiro (que, em abril, registraram aumento de 5%, com média de R$ 22,55/kg) e nos da ponta de agulha (com avanço de 6,9%, e média à vista de R$ 21,12/kg); o traseiro apresentou alta mais moderada, de 3,8%.  Além disso, houve repasse da valorização do boi gordo para a carne que, de acordo com pesquisadores do Cepea, está associada principalmente à oferta limitada de animais prontos para abate e à demanda externa aquecida, cenário observado desde o início deste ano.  Conforme apontamento do Centro de Pesquisas, para os próximos meses, a evolução do mercado dependerá, sobretudo, do ritmo das exportações, da demanda internacional (especialmente chinesa), das condições de oferta de animais terminados e da reposição. Esses fatores devem nortear os preços e a relação de troca ao longo da entressafra, podendo sustentar patamares elevados, ainda que com ajustes pontuais no curto prazo

SUÍNOS/CEPEA: Proximidade do Dia das Mães movimenta o mercado

A procura pela carne suína, sobretudo por cortes como lombo e costela, aumentou com a proximidade do Dia das Mães, elevando as cotações na semana. De acordo com agentes de mercado consultados pelo Cepea, além da proximidade da data comemorativa, o período de início de mês também elevou a demanda.  Já os preços do animal vivo ficaram estáveis nos últimos dias, interrompendo a sequência de baixas verificada ao longo do mês. Pesquisadores do Cepea apontam que também houve aumento na demanda nos últimos dias, inclusive por carregamentos extras, mas esse cenário não se traduziu em reação de preços. Para as próximas semanas, o Centro de Pesquisas indica que os valores do animal vivo podem se manter estáveis ou até registrar alta, devido justamente ao recente aquecimento na demanda pelos cortes. 

CAFÉ/CEPEA: Valores são pressionados em abril por expectativa de boa safra

Com o otimismo quanto à oferta global de café no ciclo 2026/27, diante das projeções de boa safra no Brasil, os preços do arábica e do robusta encerraram abril em queda nos mercados interno e externo. No entanto, de acordo com o Cepea, o recuo foi limitado pelo baixo nível dos estoques certificados na Bolsa de Nova York (ICE Futures) e pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que continuam gerando incertezas quanto ao fluxo de café entre os países produtores e os principais mercados consumidores.  Em abril, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve média de R$ 1.811,87/saca de 60 kg, queda de 102,02 Reais por saca (ou -5,3%) em relação à média de março (R$ 1.913,89/sc). Na comparação com abril de 2025, que registrou média de R$ 2.476,40/sc, o recuo é ainda mais expressivo, de 664,53 Reais/sc (-26,8%), em termos reais (os valores foram corrigidos pelo IGP-DI de março de 2026).  Para o robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, registrou média de R$ 917,15/sc de 60 kg em abril, queda de 104,87 Reais/sc frente à de março (R$ 1.021,92/sc), ou de 10,3%. Frente a abril de 2025, que teve média de R$ 1.549,59/sc, a baixa é de 632,54 Reais/sc, ou de 40,1%, também em termos reais.  Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), o contrato Julho/26 do café arábica encerrou abril a 285,55 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 525 pontos em relação ao fechamento de março. As expectativas de boa oferta no ciclo 2026/27 e o avanço da colheita brasileira em maio foram os principais fatores de pressão sobre os contratos ao longo do mês, ressaltam pesquisadores do Cepea.

ALGODÃO/CEPEA: Preços sobem impulsionados por exportações e paridade

Os preços do algodão em pluma no mercado interno brasileiro subiram em abril pelo quinto mês consecutivo, atingindo os maiores patamares nominais desde julho de 2025. Segundo o Cepea, o movimento é sustentado, sobretudo, pelo bom desempenho das exportações, que reduziu os estoques domésticos, e pela valorização do petróleo.  De acordo com o Centro de Pesquisas, no mercado doméstico, a liquidez permaneceu limitada, refletindo a combinação de disparidades de preço e/ou qualidade com a postura cautelosa dos agentes. Indústrias priorizam o consumo de estoques e o cumprimento de contratos a termo, enquanto comerciantes concentram-se em negociações “casadas” e aquisições pontuais para atender a programações previamente estabelecidas.  O Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) do algodão em pluma subiu 5,74% no acumulado de abril (de 31 de março a 30 de abril), encerrando a R$ 4,1421/lp no dia 30, o maior valor nominal desde 25 de julho de 2025.  Segundo pesquisadores do Cepea, a paridade de exportação também influenciou as altas em abril. A cotação interna ficou, em média, 6,6% acima da paridade no mês, a maior vantagem para o mercado doméstico desde agosto de 2025. Ainda assim, os preços no Brasil permanecem 5,02% inferiores aos de abril de 2025, em termos reais (deflacionados pelo IGP-DI de março/26).

Entregas de fertilizantes caíram 1,3% nos dois primeiros meses do ano

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