Em meio às tensões geopolíticas, Anea aponta que algodão brasileiro registra novo recorde de exportações em abril

As exportações brasileiras de algodão somaram 370,4 mil toneladas em abril. Este é o maior volume já registrado para o mês, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e analisados pela Anea. O resultado representa um crescimento de 54,9% em volume na comparação com abril de 2025, enquanto a receita avançou 43,7%, alcançando US$ 560,6 milhões. O algodão respondeu por 1,64% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 12ª posição no ranking geral de embarques do país e a terceira colocação entre os produtos do setor agropecuário, com participação de 6,07%. O desempenho sugere uma tendência retomada em março, com o Brasil exportando volumes elevados mesmo fora do período historicamente considerado mais forte para os embarques da fibra. “Os números mostram que o algodão brasileiro ganhou consistência comercial ao longo do ano inteiro. Estamos exportando em ritmo forte mesmo em meses que antes eram vistos como mais lentos para o setor. Isso é resultado da competitividade, confiança dos compradores e da consolidação do Brasil como fornecedor regular para a indústria global”, afirma o presidente da Anea, Dawid Wajs. Destinos Entre os principais destinos em abril, Bangladesh liderou as compras, com 18,4% dos embarques brasileiros, seguido por Paquistão (17,5%), China (14,8%), Vietnã (12,2%), Turquia (11,8%) e Índia (11%). Também aparecem entre os compradores Indonésia, Malásia, Egito, Coreia do Sul, Maurício, Argélia, Tailândia e África do Sul. Mercado indiano Segundo a Anea, a continuidade das compras indianas chama atenção porque ocorre mesmo após o fim da isenção tarifária para importação de algodão, encerrada em dezembro do ano passado. “A Índia mostra, mais uma vez, que deixou de ser um movimento pontual para se tornar um mercado efetivamente em consolidação para o algodão brasileiro. Mesmo sem a isenção tarifária, segue comprando volumes relevantes, o que demonstra o espaço que nossa fibra conquistou dentro da indústria têxtil indiana”, observa Wajs. Conflito no Oriente Médio muda o ambiente das fibras O desempenho das exportações brasileiras acontece em um momento de forte instabilidade geopolítica. As tensões no Oriente Médio e os riscos envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, elevaram significativamente a volatilidade no mercado energético nas últimas semanas. Ao longo de abril, o petróleo Brent operou em patamares elevados, chegando a ultrapassar US$ 120 por barril no fim do mês, em meio ao temor de restrições no fluxo marítimo da região. Nos últimos dias, porém, os preços recuaram diante de sinais de negociação envolvendo Estados Unidos e Irã, com o Brent voltando para a faixa próxima de US$ 100. Para a Anea, neste contexto, o algodão brasileiro entra com “vantagens importantes, como matéria-prima de qualidade, rastreável, com regularidade de oferta e sustentabilidade comprovada”, diz Wajs. A entidade destaca ainda que o avanço da agenda ambiental na indústria da moda e do setor têxtil internacional favorece fibras naturais com menor pegada ambiental e origem rastreável, característica que o algodão brasileiro vem fortalecendo nos últimos anos por meio de investimentos em qualidade, certificação e sustentabilidade.

Exportações de carne suína crescem 8,3% em abril e reforçam alta em 2026

No acumulado do primeiro quadrimestre, o desempenho também é positivo. Entre janeiro e abril, o Brasil exportou 532,2 mil toneladas de carne suína, crescimento de 14,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Brasil amplia produção e lidera exportações no mercado global que atinge 107,393 milhões de toneladas de frango

Demanda internacional impulsiona crescimento do setor e reforça protagonismo brasileiro em 2025.

Brasil já preencheu 50% da cota chinesa para carne bovina em 2026, diz Pequim

Após atingir a totalidade da cota, será imposta uma tarifa extra de 55% sobre o produto nacional

FRANGO/CEPEA: Mercado registra primeira alta do ano em abril

Matelândia- 22-10-2020 - Abatedouro de aves da cooperativa lar em Matelândia - Foto : Jonathan Campos / AEN

Após um primeiro trimestre de quedas consecutivas, o mercado avícola nacional encerrou abril com alta nas cotações de todos os produtos da cadeia. Os valores foram impulsionados pelo aumento da demanda doméstica pela carne e por reajustes nos custos de frete. Pesquisadores do Cepea destacam que, apesar da reação, os preços ainda são considerados baixos frente aos verificados no mesmo período do ano passado.  Na Grande São Paulo, o frango inteiro congelado fechou o mês com média de R$ 7,16/kg, alta de 7,4% frente a março. Ainda assim, o valor é o segundo maior do ano, ficando abaixo dos R$ 7,47/kg registrados em janeiro (valores deflacionados pelo IPCA de março/26). Desde dezembro, o produto acumula desvalorização real de 8,9%.  O Cepea destaca que as altas do frango congelado intensificaram-se no fim da primeira quinzena de abril. Esse cenário foi influenciado pelo tradicional movimento de maior demanda diante do recebimento de salários por parte da população, somado ao aumento de custos relacionado aos reajustes nos preços dos combustíveis, que encareceram o frete.  Já na segunda quinzena, ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, a ocorrência dos feriados nacionais de Tiradentes (21 de abril) e do Dia do Trabalho (1° de maio) impactaram negativamente a demanda pela proteína no mercado nacional, gerando ajustes pontuais nos preços. 

Importações brasileiras de fertilizantes caíram 11,6% em abril

Valor das compras teve alta de 2,3%, para US$ 1,26 bilhão no mês passado

Mercado do boi segue atento à demanda chinesa

Boi gordo mantém preços estáveis em São Paulo

Balança comercial brasileira tem superávit de US$10,537 bi em abril com exportações mais fortes

Ganhos foram de 16,1% na agropecuária, com maiores vendas de soja, e de 11,6% na indústria de transformação, com vendas maiores de carnes e combustíveis.

Café despenca em NY com pressão da safra brasileira e mercado reage no robusta

Arábica perde força com avanço da colheita no Brasil, enquanto robusta sustenta altas e mostra resistência

Crise de insumos ameaça produção global

A principal preocupação está na possibilidade de interrupção do fluxo logístico

plugins premium WordPress

Acesse a sua conta

Ainda não é assinante?