FRANGO/CEPEA: Poder de compra do avicultor paulista aumenta

As cotações do frango vivo estão em forte alta neste mês, enquanto os preços dos principais insumos utilizados na atividade estão em queda. Assim, o poder de compra do avicultor paulista vem aumentando em maio e é o maior desde o último mês do ano passado, conforme apontam dados do Cepea. O preço do frango vivo negociado no estado de São Paulo registra alta expressiva de 13,8% nesta parcial de maio (até o dia 27) frente a abril, com média de R$ 5,07/kg. Esse resultado interrompe uma sequência de seis meses consecutivos de baixas. Segundo pesquisadores do Cepea, após um período de vendas enfraquecidas, o setor reajustou os alojamentos, a fim de equilibrar a oferta à demanda. Desta forma, considerando-se os preços médios do animal no estado de São Paulo e os do milho e da soja na região de Campinas (SP), em maio, o avicultor paulista pode adquirir 2,95 quilos da oleaginosa com a venda de um quilo de frango vivo, ou 4,63 quilos do cereal, altas de 15,5% e 17,7%, respectivamente, em relação a abril.

OVOS/CEPEA: Preços atingem menor patamar para o mês em 4 anos

A leve recuperação dos preços registrada na primeira quinzena de maio não foi suficiente para impulsionar a média mensal dos ovos. Assim, a média da parcial do mês (até o dia 27) aponta queda em relação a abril nas regiões acompanhadas pelo Cepea. O patamar atual é o menor para o período, em termos reais, desde 2022. Segundo o Cepea, a comercialização da proteína desacelerou a partir da segunda quinzena de maio. Apesar do menor volume de vendas, a oferta equilibrada nas granjas sustentou os preços na maior parte do mês. Nos últimos dias, no entanto, descontos pontuais aumentaram em algumas regiões, com produtores cedendo nos valores para garantir o giro dos estoques neste encerramento de mês, período de demanda mais fraca. De acordo com pesquisadores do Cepea, a expectativa é de que a liquidez do produto volte a aumentar apenas com a virada do mês, período em que a procura costuma reagir.

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Carne suína atinge competitividade histórica diante da bovina

A carne suína vem ganhando competitividade frente às principais concorrentes (bovina e de frango) neste mês. Frente à carne de boi, especificamente, a competitividade da proteína suinícola é a maior da série do Cepea, iniciada em 2004. Nesta parcial de maio (até o dia 26), o preço da carcaça especial suína negociada no atacado da Grande São Paulo registra baixa de 3,7% frente à média de abril, a R$ 8,68/kg – o menor valor real desde outubro de 2018, quando foi de R$ 8,54/kg (os valores foram deflacionados pelo IPCA de abril/26). Segundo pesquisadores do Cepea, o recuo está atrelado à demanda interna enfraquecida, que tem persistido por praticamente todo este ano. Neste cenário, o diferencial de preços entre a carcaça bovina e a suína é de 16,56 Reais/kg, alta de 2,1% frente a abril. Este é o maior patamar desde o começo da série do Cepea, que se iniciou em 2004, em termos reais. Já o diferencial de preços entre a carne suína e de frango registrou queda expressiva de 23,4% de abril para a parcial de maio, a 1,39 Real/kg, o menor resultado desde abril de 2022, quando havia sido de 1,15 Real/kg. Vale lembrar que, quanto menor for a diferença de preços, mais competitiva está a carne suína.

BOI/CEPEA: Preço do boi gordo registra leve alta neste final de maio

Os preços da arroba do boi gordo vêm registrando pequenos aumentos neste final de maio. Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento é reflexo do bom momento das exportações da carne bovina e da oferta restrita de animais para abate. Depois de registrar patamares acima dos R$ 350 no início de maio, o Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ recuou para a casa dos R$ 340, chegando a R$ 344,6 nos dias 14 e 15 de maio. Porém, entre 19 e 26 de maio, o Indicador avançou 0,87%, fechando a R$ 347,8 nessa terça-feira, 26. Vale observar que, no acumulado deste mês (de 30 de abril a 26 de maio), o Indicador ainda registra baixa, de 1,88%. As exportações de carne bovina in natura somam mais de 200 mil toneladas na parcial deste mês, com média diária de 13,565 mil toneladas. Como comparação, em maio de 2025, o volume diário havia sido de 10,381 mil toneladas. Se esse ritmo for mantido até o final de maio, o volume escoado pode ultrapassar as 270 mil toneladas, o que seria um recorde para o mês – dados são da Secex.

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CAFÉ/CEPEA: Chuvas limitam a colheita

A colheita de café no Brasil está em ritmo lento na maior parte das regiões produtoras. Segundo pesquisadores do Cepea, esperava-se que os trabalhos se intensificassem a partir de meados de maio, mas as recentes chuvas têm atrapalhado o avanço das atividades. As precipitações costumam derrubar o café mais que o normal e os grãos que caem no chão tendem a perder qualidade durante o processo de coleta. Neste contexto, as cotações do café arábica vêm oscilando, mas as quedas permanecem na parcial do mês. Em maio (até o dia 25), o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica recuou 8%, com média de R$ 1.666,98/saca de 60 kg, pressionado pelo avanço da colheita da nova safra. Quanto ao robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, tem média de R$ 929,24/sc na parcial deste mês, leve alta de 1,33% no período. De acordo com o Cepea, os preços haviam recuado de forma mais intensa em abril, em função da maior oferta de produtos da safra 2025/26, mas tem passado por correções ao longo de maio.

ALGODÃO/CEPEA: Embarques parciais já ultrapassam os de toda a temporada anterior

Enquanto as negociações de algodão em pluma ocorrem de forma pontual no mercado spot, o ritmo das exportações segue acelerado. Os embarques atuais já são os maiores da história para o mês de maio, além de superarem o registrado em toda a safra anterior. Ainda assim, de acordo com o Cepea, a comercialização no mercado interno permanece mais vantajosa em termos de preços. As exportações brasileiras de algodão em pluma já somam 230,34 mil toneladas nesta parcial de maio (15 dias úteis), segundo dados da Secex. Embora o volume ainda esteja 37,8% abaixo do registrado em abril/26, já supera em 19,8% o verificado em todo o mês de maio/25, configurando-se como o maior volume da história para este mês. A média diária está em 15,36 mil toneladas, expressivos 67,8% acima das 9,15 mil toneladas observadas no mesmo período do ano passado. Na parcial da safra 2025/26 (de agosto/25 até a terceira semana de maio/26), os embarques já ultrapassam 2,9 milhões de toneladas, volume 4% superior ao total exportado em toda a safra passada (entre agosto/24 e julho/25), quando o Brasil enviou 2,84 milhões de toneladas ao mercado externo. Quanto aos preços, a média das exportações está em US$ 0,6995/lp na parcial de maio/26, alta de 1,9% frente à de abril/26, mas 4,2% inferior à registrada em maio/25. Em moeda nacional, a média equivale a R$ 3,4776/lp, 17,5% abaixo do praticado no mercado spot interno, de R$ 4,2154/lp. Trata-se da maior diferença negativa desde setembro de 2022, quando as exportações ficaram 21% abaixo da cotação doméstica.

Exportações de algodão têm média diária 67,8% superior à de maio de 2025

Preços médios recuam 4,2% na comparação anual

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