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Os preços da carne de frango seguem em queda nas praças acompanhadas pelo Cepea, pressionados pela fraca demanda doméstica e por especulações diante das incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio, importante destino das exportações brasileiras. No atacado da Grande São Paulo, o frango resfriado é negociado à média de R$ 6,73/kg na parcial de março (até o dia 18), recuo de 5,2% frente a fevereiro e o menor valor desde julho de 2023, em termos reais (deflacionamento pelo IPCA de fev/26). Com isso, pesquisadores do Cepea afirmam que a competitividade da carne de frango vem crescendo frente às concorrentes, a suína e bovina. No caso da suína, ainda que o preço desta carne também esteja em queda, as desvalorizações do frango são ainda mais intensas. Na comparação com a carcaça casada bovina, o cenário é ainda mais favorável ao setor avícola, visto que os preços da proteína de boi estão em alta.
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Nesta parcial de março (até o dia 17), o poder de compra do suinocultor paulista frente ao milho caiu pelo sexto mês consecutivo, pressionado pela forte valorização do cereal, enquanto os preços do suíno vivo seguem praticamente estáveis, segundo dados do Cepea. No período, o suíno vivo posto na indústria foi comercializado à média de R$ 6,94/kg em SP-5, leve alta de 0,5% sobre fevereiro. O valor médio mensal do milho negociado no mercado de lotes de Campinas (SP) atingiu R$ 70,96/sc de 60 kg, avanço de 4,6% no mesmo comparativo – trata-se da variação mais expressiva desde março de 2025. Esse movimento reduziu o poder de compra do suinocultor, que, com a venda de um quilo do animal vivo, consegue adquirir neste mês 5,87 kg de milho, queda de 3,9% frente a fevereiro. Apesar da perda mensal, na comparação anual, a relação de troca ainda apresenta leve melhora, de 2%. De acordo com pesquisadores do Cepea, a valorização do cereal está ligada à oferta restrita no mercado spot e à demanda aquecida para formação de estoques, em meio a incertezas relacionadas aos conflitos no Oriente Médio.