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Farinha de Trigo Balanço 1º Sem

Farinha de Trigo Balanço 1º Sem 2022: moinhos enfrentaram grande desafio para equilibrar suas margens diante da alta da matéria-prima.

Tempo de leitura: 3 minutos

| Publicado em 13/07/2022 por:

Eng. Agrônoma especializada em Administração Agrícola e Comércio Exterior.

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Confira agora os principais destaques do mercado da farinha de trigo no primeiro semestre de 2022

O ano de 2022 começou com os moinhos de trigo enfrentando sérios desafios, especialmente em relação ao aumento dos custos para aquisição da matéria-prima em meio a colheita da última safra, momento em que se pensava que o cereal fosse pressionado pela oferta aquecida. Contudo, com a valorização do dólar e o do trigo no mercado externo, provocado pelos temores de uma possível guerra entre Rússia e Ucrânia, além das preocupações com a safra de inverno dos EUA, os indicadores brasileiros do cereal subiram potencialmente, obrigando o setor da indústria a fazer repasses de preços numa época em que o mercado ainda estava enfraquecido na demanda, dado o começo de ano, férias coletivas e escolares, entre outros.

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Neste sentido, os derivados de trigo entraram o mês de fevereiro sinalizando recuo na grande parte das regiões acompanhadas, mas sofrendo amargamente com a elevação dos custos, não apenas do trigo, mas também dos fretes, embalagens, reduzindo drasticamente as suas margens. Naquele momento, somente as vendas de farelo de trigo que demonstrava boa procura, além de preços melhores remunerados, é que puderam de alguma forma, limitar maiores prejuízos a cadeia.

Na virada de fevereiro para março, o mundo todo ficou em alerta mediante a invasão da Rússia à Ucrânia, o que rapidamente trouxe séria preocupação para o mercado do trigo, isto porque os dois países em conflito correspondem juntos a 30% do saldo global exportável do cereal. Sendo assim, a cotação do trigo atingiu máximas de 14 anos na Bolsa de Chicago, refletindo rapidamente no mercado brasileiro e por consequência, na cotação da farinha, que precisou ser reajustada.

Esse movimento de alta seguiu por consecutivas semanas, chegando ao seu limite de alta no mês de maio, já que os preços do trigo também continuaram seguindo nos meses posteriores, alcançando patamares recordes no mundo todo. No Brasil, além da alta nas cotações influenciadas pela paridade de importação, a escassez de trigo no período de entressafra também acentuou os aumentos, que sinalizaram um leve recuo no mês de junho, diante das baixas do cereal na Bolsa de Chicago, após algumas rodadas consecutivas de realização de lucros pelos investidores, além da pressão da oferta da safra de inverno norte-americana que está em sua reta final de colheita. Ainda assim, nem todas as regiões demonstraram essa tendência, com Paraná e Rio Grande do Sul registrando novos repasses, já que embora o trigo tenha enfraquecido no mercado externo, os preços seguiram em alta no Brasil.

Sendo assim, a cotação média da farinha de trigo Comum I chega ao final do primeiro semestre de 2022 com alta de 26% e 27% em grande parte das regiões (quando comparada aos preços médios praticados em janeiro), mas se comparado ao aumento nos preços da matéria-prima, que chegou a uma valorização anual de 46% em junho, ainda existe um grande gargalo para equiparação dos preços. Neste sentido, o mercado da farinha de trigo ainda segue com o desafio de equilibrar suas margens diante da forte volatilidade do mercado, inflação e menor poder de compra dos consumidores.

Importação de Farinha de Trigo 1º Sem 2021

De acordo com os dados publicados pela Agrostat, consultados no dia 05 de julho de 2022, a importação de farinha de trigo pelo Brasil nos primeiros cinco meses do ano, contabilizaram 130,46 mil toneladas. Isso representa um aumento de 24% contra as 105,5 mil toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

A Argentina continua sendo o fornecedor número 1 de farinha de trigo ao Brasil, correspondendo com 88,1% das importações, em seguida vem Paraguai (5,6%), Uruguai (3,03%), Itália (2,41%) e França (0,53%).

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