Café Balanço Mensal – Out/23: mês trouxe alta volatilidade, porém “alívio” bem-vindo quando falamos de preços pagos ao produtor

Uma demanda mais aquecida não serviu de suporte apenas aqui no Brasil, mas também no mercado externo, onde os futuros do café arábica tiveram uma variação mensal de +12,20% para o contrato dezembro (KCZ3) na bolsa de Nova York.

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 08/11/2023 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

O mês de outubro foi uma verdadeira “benção” para os cafeicultores brasileiros.

Segundo os dados da Secex, as exportações de café não torrado totalizaram 249,567 mil toneladas, representando assim um aumento de 24,88% no volume embarcado ante ao mesmo mês de 2022.

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O impacto foi tão positivo, que os preços das sacas de café no mercado físico tiveram variações mensais muito positivas! O indicador da Esalq do café arábica variou +8,26% e o robusta +0,07%.

Uma demanda mais aquecida não serviu de suporte apenas aqui no Brasil, mas também no mercado externo, onde os futuros do café arábica tiveram uma variação mensal de +12,20% para o contrato dezembro (KCZ3) na bolsa de Nova York.

No dia 19 de outubro, as cotações variaram +3,73% neste mesmo contrato, com o principal suporte vindo das condições climáticas no Brasil, maior produtor e exportador mundial de café arábica onde, naquele momento, apresenta previsões de tempo muito quente para as principais regiões produtoras, podendo resultar em quedas na produtividade para a próxima safra.

Outro suporte veio de uma nova queda nos estoques certificados da ICE, que haviam atingido o seu menor nível em quase um ano, um volume de 410,171 mil sacas.

Para a última sessão do mês, as altas foram ainda mais significativas, com o contrato dezembro (KCZ3) variando +5,15%, encerrando cotado a 167,30 cents/lp, isso após contar com quedas consecutivas nas últimas 4 sessões e cair para 159,10 cents/lp.

O suporte veio da perspectiva de uma oferta restrita do produto, isso após os estoques certificados de arábica na ICE recuarem novamente, atingindo o menor nível em 1 ano. O volume de 389,138 mil sacas era baixo, e está tendo dificuldades de recuperação devido a firme negociação no mercado à vista.

A alta não foi vista apenas em Nova York, mas também na Bolsa de Londres, onde o contrato janeiro (RCF4) do café robusta variou +2,17% naquele mesmo dia.

Para o robusta, o maior suporte veio da redução nas exportações do Vietnã, onde o volume embarcado recuou 9,5% nos últimos 9 meses.

Com o cenário macroeconômico também mais positivo, e possibilidades de não haver novas altas da taxa de juros nos EUA por meio do Fed, as cotações também foram apoiadas pela perspectiva de aumento no consumo de café.

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