Um dólar mais depreciado tende a ampliar a competitividade do trigo norte-americano no mercado global, favorecendo o ritmo das exportações. Ao mesmo tempo, incertezas climáticas nas principais regiões produtoras elevam o prêmio de risco incorporado às cotações. Na Austrália, apesar de um início de ciclo marcado por adversidades, a produção de trigo em 2025/26 é estimada em 37 milhões de toneladas. Já no Canadá, a expectativa de redução da área semeada em 2026/27 aponta para queda na produção e nos estoques finais. Na Rússia, a SovEcon manteve a projeção de safra em 83,8 milhões de toneladas para 2026, embora admita possíveis revisões baixistas caso as baixas temperaturas persistam nas próximas semanas.
