FRANGO/CEPEA: Valores da carne reagem após dois meses de quedas

O preço médio mensal da carne de frango apresentou pequena recuperação em agosto na maior parte das praças acompanhadas pelo Cepea. De acordo com o Centro de Pesquisas, o movimento esteve atrelado, sobretudo, ao aquecimento da demanda interna, especialmente no início do mês, e ao bom ritmo das exportações. Quanto à oferta, por sua vez, está mais ajustada à demanda. Segundo pesquisadores do Cepea, para este início de setembro, o setor projeta incremento nas vendas internas da carne, sustentado pelo aquecimento da demanda em razão do pagamento de salários previsto no período, o que já vem sendo percebido por agentes consultados pelo Cepea.

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SUÍNOS/CEPEA: Animal vivo nunca esteve tão barato em SP

O preço médio real do suíno vivo em agosto na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) é o menor da série histórica do Cepea, iniciada em março de 2002 – os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de julho de 2026. Vale lembrar que o Cepea vem verificando um movimento de queda nos preços desde o começo deste ano e, mais recentemente, as desvalorizações foram intensificadas pela enfraquecida demanda pela carne suína na ponta final do mercado, o que reduziu as compras de lotes de animais por parte da indústria. Dados do Cepea mostram que o preço do suíno vivo posto na indústria em SP-5 teve média de R$ 4,97/kg em agosto, queda de 4% em relação a julho (R$ 5,18/kg). Até então, a menor média real havia sido verificada em julho de 2006, quando esteve em R$ 5,06/kg. Outro fator determinante para o recuo nos preços tem sido a elevada oferta de carne no mercado interno. Estimativas do Cepea apontam que agosto foi o segundo mês de maior produção de carne em 2026 (atrás apenas de julho), o que resultou em oferta interna na casa de 400 milhões de toneladas. Assim, a demanda interna foi insuficiente para absorver toda essa quantidade.

BOI/CEPEA: Indicador avança 10% em um ano

As cotações do boi gordo estiveram firmes em agosto, diante sobretudo da oferta mais restrita de animais prontos para abate. Segundo pesquisadores do Cepea, a expectativa de preços ainda maiores no curto prazo deixou pecuaristas retraídos das vendas de novos lotes. Na primeira quinzena de agosto, o Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ no estado de São Paulo registrou média de R$ 347 e passou para o patamar de R$ 344 na segunda metade do mês, seguindo firme até o final do período. A média do Indicador em agosto foi de R$ 345,92, elevações de 3,1% em relação a julho e de 9,8% frente a agosto do ano passado, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de julho/26). Segundo pesquisadores do Cepea, a menor disponibilidade de animais e a perspectiva de oferta de confinamento neste ano abaixo da observada em 2025 reduzem o espaço para quedas mais acentuadas das cotações.

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ALGODÃO/CEPEA: Preço avança em agosto, mas fica abaixo da paridade de exportação

As cotações do algodão em pluma avançaram em agosto, favorecidas pela firmeza dos vendedores e pelas valorizações externas. Ainda assim, segundo o Cepea, depois de permanecer acima da paridade de exportação por sete meses consecutivos, o preço doméstico em agosto ficou, em média, 1,5% abaixo desse parâmetro, situação que não era observada desde dezembro/25. No cenário externo, pesquisadores do Cepea destacam que os preços foram impulsionados pelas condições desfavoráveis das lavouras dos Estados Unidos, especialmente no Texas, onde o calor intenso e a seca aumentam os riscos de redução da produção e, consequentemente, da oferta global. A valorização do petróleo no mercado internacional também sustentou os valores da pluma. No Brasil, de acordo com o Cepea, agentes estiveram atentos aos avanços da colheita e do beneficiamento da safra 2025/26, priorizando os contratos a termo, especialmente os destinados à exportação. Com isso, a disponibilidade de lotes permaneceu limitada no spot, levando compradores com necessidade imediata a pagar mais por novas aquisições, sobretudo quando encontravam a qualidade desejada.

CAFÉ/CEPEA: Menor qualidade e estoques reduzidos em NY elevam cotações do arábica

Os preços do café arábica avançaram em agosto, sustentados pela menor qualidade dos grãos da safra 2026/27 e pelos baixos níveis dos estoques certificados na Bolsa de Nova York (ICE Futures). Segundo o Cepea, o movimento ocorreu mesmo com a colheita brasileira encerrando o mês praticamente concluída, o que elevou a oferta doméstica. As preocupações com o clima para a próxima safra e seus possíveis impactos sobre as floradas também deram suporte às cotações. De acordo com o Centro de Pesquisas, as fortes chuvas registradas em junho e julho nas principais regiões produtoras comprometeram a qualidade dos grãos ao longo da colheita e reforçaram a alta no mês. Apesar do volume recorde estimado para a safra 2026/27, o resultado deve ser aquém do ideal, com maior participação de cafés de bebida inferior e de peneiras menores, reduzindo a oferta de cafés finos, de peneira maior.

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