CAFÉ/CEPEA: Colheita se aproxima e pressiona preços, sobretudo do robusta

A proximidade da colheita de café já vem influenciando os preços do grão, mesmo com a intensificação das atividades prevista apenas para meados de maio. Segundo pesquisas do Cepea, esse movimento já se reflete nas cotações do arábica, que vêm recuando na maior parte dos dias desde o fim de março. Para o café robusta, cujos primeiros talhões são tradicionalmente colhidos entre abril e maio, a proximidade da colheita já tem trazido pressão mais significativa às cotações no mercado interno.  Nesse cenário, a liquidez no mercado do robusta segue limitada há algumas semanas, com produtores comercializando volumes pontuais, sobretudo para liquidar compromissos de curto prazo e realizar alguns planejamentos para a colheita.

Exportações brasileiras de carne bovina em março registram novo recorde para o mês

Nos 22 dias úteis de março, os embarques de carne bovina in natura brasileira somaram 233,951 mil toneladas, segundo dados da Secex divulgados nesta tarde, configurando um recorde de exportação para um mês de março. A média diária embarcada foi de 10,634 mil toneladas. O desempenho das exportações supera em 8,6% os embarques de março de 2025 e em 40,7% os registrados no mesmo mês de 2024, mas apresentou queda de 0,8% em relação a fevereiro de 2026. O preço médio pago por tonelada segue em patamar elevado, em US$ 5.814,80. Em março do ano passado, o valor foi de US$ 4.898,60/t. Em termos financeiros, os embarques de março trouxeram ao Brasil US$ 1,36 bilhão. 

Balança comercial tem superávit de US$ 6,4 bilhões

Comércio exterior soma US$ 56,8 bilhões em março

Entregas de fertilizantes cresceram 5,3% em janeiro

Importações aumentaram 5,4% sobre igual período do ano anterior

Superávit global de café será de 10 milhões de sacas em 2026, diz consultoria

Mercado ainda não será plenamente abastecido, afirma StoneX

Ministério e CVM vão desenvolver mercado de capitais para o agro

Objetivo é a ampliação das fontes de financiamento do setor agropecuário

Boi gordo inicia semana com alta nas cotações

Carne bovina tem alta no mercado atacadista

Café recua no fechamento com dólar mais forte e pressão da safra brasileira

Arábica perde mais de 2 pontos em Nova York e robusta cai até 82 pontos em Londres com mercado focado na oferta

Algodão fecha com variações mistas na bolsa de Nova York

Os preços do algodão fecharam com variações mistas nesta quinta-feira (2) na bolsa de Nova York, em um pregão marcado por ajustes técnicos e pela influência do mercado de energia. O petróleo bruto avançou após pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou a possibilidade de novas ações contra o Irã nas próximas duas a três semanas e um cenário ainda incerto para o Estreito de Ormuz. Esta foi a última sessão de negociação da semana, já que os mercados permanecerão fechados na sexta-feira devido à Sexta-feira Santa. Na bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em maio/26 avançou 0,16 cent (+0,23%), fechando a 70,92 cents/lbp. O julho/26 subiu 0,11 cent (+0,15%), para 73,05 cents/lbp. Já o outubro/26 teve alta mais moderada, de 0,07 cent (+0,09%), encerrando a 75,02 cents/lbp. Por outro lado, o dezembro/26 recuou 0,10 cent (-0,13%), terminando o dia cotado a 74,98 cents/lbp. Como explica o consultor Pery Passotti Pedro, o petróleo, no curto prazo, é um produto concorrente do algodão, que disputa espaço com fibras sintéticas no mercado têxtil. Conforme apontou o Barchart, os preços do petróleo bruto seguem em alta após declarações de Trump prometendo ações mais agressivas contra o Irã, sem a apresentação de planos concretos para a reabertura do Estreito de Ormuz. Os dados semanais de vendas para exportação mostraram desempenho positivo. Foram comercializados 371.475 fardos de algodão da safra 2025/26 na semana encerrada em 26 de março, o maior volume em seis semanas e acima do registrado no mesmo período do ano passado. As vendas da nova safra somaram 117.271 fardos, o segundo maior volume do atual ano comercial. No total, as vendas atingiram 488.746 fardos, também o maior volume em seis semanas. Já os embarques alcançaram 356.663 fardos no período, representando queda de 10,96% em relação à semana anterior. Segundo o analista Jack Schoville, o mercado também acompanha com atenção as condições climáticas nas áreas produtoras dos Estados Unidos. O clima permanece quente e seco nas regiões produtoras, especialmente no estado do Texas e áreas vizinhas, fator que pode influenciar o desenvolvimento das lavouras. Ainda de acordo com o especialista, a produção em países como Índia e Brasil deve permanecer elevada. No entanto, a produção mundial total tende a recuar, segundo estimativas do USDA, devido à redução da área plantada global e à queda na produtividade média. O USDA também divulgou nesta semana seu relatório de intenção de plantio para a safra 2026/27. No caso do algodão, a área estimada apresentou leve aumento, passando de 3,76 milhões para 3,90 milhões de hectares. O resultado ficou acima da média esperada pelo mercado, que projetava 3,73 milhões de hectares.

Semana começa com calor, mas próximos dias devem ter queda de temperatura e chuvas

Segunda-feira ainda deve ser de tempo quente em boa parte do território nacional

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