Exportações de Carne de Frango do Brasil Crescem 5,3% em Fevereiro e China Retoma Liderança

As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram resultados recordes em fevereiro de 2026, impulsionadas pelo aumento da demanda internacional e pela retomada das exportações para a China, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Exportações de carne suína do Brasil crescem em fevereiro; Filipinas lideram importações

Embarques mensais avançam 6,7% impulsionados pela demanda asiática

Guerra no Oriente Médio freia mercado do boi

Mercado do boi tem menos negócios e cautela

Café fecha em alta nas bolsas internacionais e mercado reage a riscos logísticos e queda nas exportações do Brasil

Arábica e robusta avançam nesta sexta-feira (6) diante de preocupações com oferta global, queda nas exportações brasileiras e possíveis interrupções logísticas no comércio internacional

Conflito intensifica altas de preços de fretes no pico de escoamento da safra

Aumento dos gastos com diesel, que representam até 30% dos custos, eleva pressão sobre as margens no campo; cotação do petróleo subiu 27% em uma semana

FRANGO/CEPEA: Setor nacional se atenta ao conflito no Oriente Médio

O atual conflito no Oriente Médio – região que foi destino de quase 25% dos embarques brasileiros de carne de frango em 2025 – tem deixado agentes consultados pelo Cepea em alerta. Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita são, respectivamente, o primeiro e o terceiro maiores destinos da carne de frango do Brasil. Dados da Secex mostram que, em 2025, foram escoadas mais de 877 mil toneladas da proteína para estes países.  Agentes de mercado consultados pelo Cepea relataram que novos agendamentos de embarques para a região do Oriente Médio podem ser suspensos – ressalta-se que países vizinhos já foram atingidos pelo conflito, como o Catar, os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Líbano. Além disso, o Irã também anunciou o fechamento do estreito de Ormuz na segunda-feira, 2, importante rota marítima que viabiliza comércio com certos países da região da Península Arábica.  Agentes consultados pelo Cepea avaliam realocar a carne para outros mercados, dado que os países afetados compram sobretudo o frango inteiro do Brasil. Porém, o comércio exterior também envolve questões logísticas, legais e fitossanitárias, o que dificulta essa alternativa.  Caso, de fato, as exportações brasileiras da carne sejam bastante comprometidas pelo contexto e pelas consequências do conflito observado no Oriente Médio, a proteína pode ser destinada e comercializada no mercado interno. Agentes relatam que essa alternativa, contudo, traz novos desafios ao setor, já que exigiria algumas adaptações (como embalagens, etiquetas e afins).

Acordo Mercosul-UE é aprovado pelo Senado

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Preço do boi gordo segue estável com receio de efeitos da guerra no Oriente Médio

Exportações de carne in natura bateram recorde em fevereiro

SUÍNOS/CEPEA: Em um ano, preço do suíno recua 20% em SP

As cotações médias do suíno vivo registraram fortes quedas em fevereiro. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo foi negociado à média de R$ 6,91/kg no mês, contra R$ 8,24/kg em janeiro/26 (expressiva baixa de 16,1%) e R$ 8,66/kg em fevereiro/25 (forte desvalorização de 20%).  Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento de queda se deve à retração da procura por parte da indústria por lotes de animais no mercado independente, que resultou em um desarranjo da oferta interna.  Neste mês de março, agentes do setor consultados pelo Cepea estão atentos ao conflito no Oriente Médio, envolvendo principalmente o Irã e que pode se alastrar para outros países. Apesar de a região como um todo não ser um destino importante da carne suína brasileira (por conta sobretudo da religião), o fechamento de canais de escoamento estratégicos e o consequente aumento nos valores dos fretes e seguros marítimos têm gerado preocupações, sobretudo entre exportadores. 

BOI/CEPEA: Bezerro é negociado acima de R$ 3 mil em quase todas as praças

Os preços dos animais para reposição (bezerro nelore, de 8 a 12 meses) estão em movimento de alta desde o final de 2025. Neste início de ano, o animal é negociado acima de R$ 3.000/cabeça na maior parte das 28 regiões acompanhadas pelo Cepea.  Em Mato Grosso do Sul, o bezerro foi comercializado em fevereiro à média de R$ 3.158,74/cabeça (Indicador CEPEA/ESALQ), a maior, em termos reais (valores foram deflacionados pelo IGP-DI), desde dezembro de 2021. Neste começo de março, o bezerro segue em valorização, com a média da parcial do mês a R$ 3.236,30. Em um ano, o preço do animal de reposição sul-mato-grossense subiu pouco mais de 20%.  Pesquisadores do Cepea apontam que a valorização é influenciada pela menor oferta de machos e pela demanda mais aquecida. Ressalta-se que, sazonalmente, os meses de março e maio são os que apresentam os maiores patamares de preços de reposição, uma vez que os terminadores demandam mais bezerros para repor os bois gordos que saem de suas fazendas neste período do ano. Pelo lado da demanda, a forte procura dos frigoríficos por novos lotes de boi gordo para abate – especialmente para atender à exportação – mantém os pecuaristas terminadores ativos nas aquisições de novos lotes de bezerro e de boi magro.

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