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Fertilizantes: Brasil estuda cooperação com continentes africanos

Durante o Fórum Brazil-África foi discutida uma cooperação entre os países do continente africano e o Brasil; portos brasileiros devem receber mais fertilizantes neste ano comparado a 2022; preços da ureia mantém-se estáveis em outubro

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 06/11/2023 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de Mercado

O Fórum Brazil-África que ocorreu em São Paulo, na última quarta-feira (01) debateu o estreitamento da cooperação agropecuária entre o Brasil e os países do continente africano, buscando soluções para redução da dependência brasileira dos atuais parceiros comerciais para importação de fertilizantes e outros insumos agrícolas. Entre os objetivos da conversa estava o aumento da importação dos insumos dos países africanos e a participação do Brasil nos mercados do continente que fica do outro lado do Oceano Atlântico.

De acordo com Gabriel Delgado, representante do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) no Brasil: “o Brasil pode ter uma estratégia internacional muito forte tornando-se importante para a segurança alimentar africana. E isso pode ser estrategicamente muito valioso para o Brasil porque a África tem fertilizantes para a produção agropecuária brasileira”.

A busca por novos parceiros comerciais se faz necessário diante dos conflitos armados que estão ocorrendo no mundo, sendo eles entre Rússia e Ucrânia ou Israel e Hamas. Ambas são regiões que concentram grande produção e comercialização de fertilizantes necessários pelo Brasil. O Marrocos também pode vir a se tornar um bom parceiro comercial do nosso país, pois possui boas concentrações de fertilizantes fosfatados.

No sentido de importar fertilizantes, os portos brasileiros devem movimentar 44,0 milhões de toneladas dos insumos em 2023, com um aumento de 3,5% em relação ao ano anterior (34,6 milhões de toneladas). Os portos de Antonina e Paranaguá continuam sendo fortes portas de entrada no país, pelos fertilizantes.

As empresas portuárias do setor ainda devem produzir 6,7 milhões de toneladas, com um volume abaixo de 2022, quando foram produzidas 7,4 milhões de toneladas em fertilizantes. O Brasil depende ainda da importação de 85% do consumido internamente em fertilizantes.

Tomando o Porto de Paranaguá como um importante ponto na logística de fertilizantes, por ser responsável por 30% do adubo importado pelo Brasil, as chuvas das últimas semanas que ocorreram no Paraná estão preocupando as revendas.

Primeiramente, o mês de outubro teve uma lentidão nas vendas dos insumos, pois os produtores estavam desanimados para aquisição de novos produtos para a safrinha do milho. Geralmente esta época apresenta aquecimento nas vendas, o que não foi visualizado neste ano.

Em segundo, as chuvas trouxeram danos às estradas, o que logisticamente atrapalha a distribuição dos insumos. Ainda mais importante que os pontos já mencionados, os danos causados nas lavouras desmotivaram vários produtores do estado. O planejamento feito por eles foi atrapalhado pelas enchentes das cidades e lavouras alagadas, alguns perderam a semeadura recém feita de soja. Todos esses pontos acabam por atrasar o desenvolvimento das lavouras e gerar mais riscos financeiros aos produtores.

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