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MINUTO DO MILHO: Rússia coloca um fim ao acordo do Corredor de Grãos

Com a Ucrânia sem poder escoar seus grãos excedentes, seca nos Estados Unidos, seca na Argentina e na Europa, a atenção está voltada para o milho do Brasil?

Tempo de leitura: 3 minutos

| Publicado em 31/10/2022 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

Final de semana de fortes emoções e acontecimentos que impactaram diretamente nos preços das commodities agrícolas. Nesta segunda-feira (31), os futuros do milho em Chicago abrem a sessão com o contrato dezembro (ZCZ2) valorizando mais de 2%, cotado a US$ 6,94 por bushel. O mesmo para a Bolsa Brasileira, onde o vencimento novembro subiu pela manhã +0,73%, valendo R$87,03.

No Brasil, passamos pelo 2° turno do pleno eleitoral que, teve como resultado a eleição de um candidato centro esquerda para o presidente do país e vamos ficar de olho observando como o mercado irá reagir ao longo desta semana. Com um tempo levemente mais favorável na última semana, o plantio do milho conseguiu evoluir para 74,2% após atrasos causados pelas chuvas na região Sul. Mesmo com o avanço, a oferta no mercado doméstico segue limitada pelos preços nos portos, os quais, tornam as vendas externas mais atrativas do que as internas.

No mercado externo, a tensão está no ar quando tratamos da oferta de cereais. No final de semana, a Rússia anunciou o fim do acordo do Corredor de Grãos, decisão influenciada após o que alegam ter sido “um ataque ucraniano às embarcações comerciais no Mar Negro em Sevastopol”. Com a saída da Rússia, os preços do trigo dispararam ao redor do globo, puxando as demais commodities. Nos portos da Ucrânia, há mais de 200 navios que estão ou atracados ou aguardando a entrada e saída.

Nas últimas semanas, acompanhamos a situação das lavouras de milho nos EUA, Europa e Argentina, todas afetadas pela seca nas principais regiões produtoras. Nos Estados Unidos, a colheita estava em 61% do total, atrasada em 3 pontos percentuais ante ao ano anterior. No Corn Belt, os mapas indicam intensidades de seca entre D2 e D4, ou seja, seca severa e excepcionalmente seca. Com o anúncio da redução de produção do cereal na Argentina e União Europeia, as atenções se voltam para o Brasil.

O Brasil, mesmo com o fenômeno do La Niña, está com um clima favorável para a cultura, apresentando chuvas regulares e boa umidade nos solos. O USDA está estimando uma produção brasileira de 126 milhões de toneladas de milho! Vamos acompanhar as negociações que estão por vir, especialmente da China.

Fonte: climatempo

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