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MINUTO DO MILHO: a escassez de chuvas nos Estados Unidos continua sendo um problema para o tráfego no Rio Mississippi

Nos Estados Unidos, maior produtor mundial de milho, as condições logísticas não estão melhorando. Com a forte seca na região, os níveis do Rio Mississippi estão cada vez mais baixos.

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 26/10/2022 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

O cereal está passando por uma fase meio incerta nesta semana, com preços sem maiores oscilações ora caindo ora subindo. Em Chicago os futuros do milho ficam lateralizados, com o contrato dezembro (ZCZ2) registrando queda de -0,40% na segunda-feira (24) e alta de +0,70% na terça-feira (25). Hoje (26), o contrato está valendo US$ 6,84 por bushel.

Os fundamentos continuam os mesmos, preocupação com a oferta e demanda desse produto. Nos EUA o USDA atualizou que, até o dia 23, o progresso de colheita do milho havia atingido apenas 61% do total, abaixo do esperado pelo mercado. Na semana, as inspeções semanais do grão para exportação foram de apenas 470,623 mil toneladas e as vendas semanais somaram 408,300 mil, sendo 183 mil toneladas para o México.

Ainda lá fora, as exportações da Ucrânia diminuíram o ritmo nesses últimos dias devido aos atrasos das inspeções russas nos navios. Até o momento, o mês de outubro rendeu um volume exportado de 3,49 milhões de grãos, abaixo do mesmo período do ano anterior. Tal fato impacta nos preços do milho, servindo como suporte ante a uma escassez de oferta.

E não é apenas a Ucrânia que está com dificuldades. Nos Estados Unidos, maior produtor mundial de milho, as condições logísticas não estão melhorando. Com a forte seca na região, os níveis do Rio Mississippi estão cada vez mais baixos, reduzindo o volume escoado e aumentando os custos para tanto.

No Brasil, os futuros do milho se movimentam pouco na B3, com o vencimento novembro apresentando nesta quarta-feira (26) uma leve queda de -0,14% e cotado a R$86,16. No mercado físico, as praças do Paraná tiveram uma valorização de até +1,3% com a saca valendo em média R$77,65 e em Goiás uma queda de até -1,4%, levando a saca a R$72,30.

O Ministério da Economia divulgou os dados atualizados das exportações brasileiras para as 3 primeiras semanas de outubro e, os números são melhores do que o imaginado. O volume de milho exportado somou 5,092 milhões de toneladas, bem acima dos 1,797 milhão do ano anterior, reforçando os comentários feitos em análises anteriores sobre o potencial do Brasil no atual cenário mundial para o milho. No estado do Paraná, o Deral divulgou que o plantio já atingiu 86% do total.

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