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MINUTO DO CAFÉ: futuros de arábica na ICE apresentam forte alta na sessão

Motivado pelo setor macroeconômico, a Inflação ao Consumidor Americano (IPC) divulgada nesta quinta-feira (10), foi melhor do que o esperado, com uma queda para 0.4% no ritmo de alta do índice cheio, trazendo para baixo a inflação e melhorando a perspectiva para os ativos de risco.

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 10/11/2022 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

Dizem que “quando a esmola é demais, até santo desconfia”, então o que dizer sobre o atual movimento dos preços do nosso querido café?

Motivado pelo setor macroeconômico, a Inflação ao Consumidor Americano (IPC) divulgada nesta quinta-feira (10), foi melhor do que o esperado, com uma queda para 0.4% no ritmo de alta do índice cheio, trazendo para baixo a inflação e melhorando a perspectiva para os ativos de risco. O café sentiu esse impacto em primeira mão. Às 10:30h da manhã, os futuros do arábica NY contrato dezembro (KCZ2) tiveram forte alta na ICE apoiados pela notícia acima e na queda do dólar que, no mesmo momento, foi de R$5,33 a R$5,25.

Fonte: TradingView

Outro ponto de suporte aos preços vem do Brasil, maior produtor mundial de arábica, que teve mais de 30 municípios produtores de café afetados por chuvas de granizo. O prejuízo é inegável, mas o real impacto para a produção brasileira só poderá ser afirmado em alguns meses. Reforço aqui minha posição de que a safra 2022/23 não irá alcançar todo o potencial estimado pelo mercado. Ainda no Brasil, as exportações acumuladas para o mês de novembro, até o último dia 08, foram de 832 mil sacas de 60kg. Na Colômbia, o La Niña segue prejudicando as lavouras de café, alertando para a oferta futura do produto no país. No dia, o contrato arábica dezembro na ICE (KCZ2) saltou +3%, encerrando a sessão de quinta-feira (10) cotado a 170,10 cents/lp.

Apesar da alta, a pressão sobre a demanda permanece, em especial na Europa, que passa por uma forte crise energética na região, e incertezas frente as medidas tomadas pelo governo para a proteção dos consumidores. Em outubro, os preços da energia subiram +40,7% ante ao ano anterior e a inflação na Zona do Euro alcançou 9,9%.

Ademais, atenção total ao clima no Brasil para os próximos meses, o que definirá o real tamanho da safra brasileira e café disponível para o mercado. No mercado doméstico, negociações seguem travadas e o indicador Cepea/Esalq recua -2,89% na semana para o arábica e -0,43% para o robusta.

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