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MINUTO DO CAFÉ: preços seguem caindo e os cafeicultores aguardam um melhor momento para comercializar o seu grão

No mercado doméstico do Brasil, as negociações estão difíceis. O cafeicultor não quer comercializar o seu grão e os preços seguem caindo.

Tempo de leitura: 3 minutos

| Publicado em 08/11/2022 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

O mês de outubro se encerrou e deixou muita informação relevante. No mês, o Vietnã, maior produtor mundial de café do tipo robusta, exportou um volume de 79,83 mil toneladas, e um acumulado anual, até o momento, de 1,4 milhão de toneladas. Apesar de cair quase -14% no mês, as exportações acumuladas conseguiram superar em +10,8% o volume das exportações do ano anterior. A colheita no país segue em andamento e logo teremos abundância do grão no mercado, um dos pontos de pressão para as cotações do robusta em Londres, onde o contrato janeiro (RCF3) acumula uma queda de -3% nas duas primeiras sessões da semana, cotado em torno de US$1839,00.

Na Colômbia, segundo maior produtor mundial de arábica, a Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia informou que em outubro a produção de arábica caiu 12%, somando um volume de apenas 888 mil sacas. No acumulado deste ano, o total exportado foi de 9 milhões de sacas, cerca de 10% a menos que o ano anterior. As exportações acompanharam esse movimento e tiveram uma queda de 5% no mês, uma exportação de 942 mil sacas.

No mercado doméstico do Brasil, as negociações estão difíceis. O cafeicultor não quer comercializar o seu grão e os preços seguem caindo. Na semana, o indicador Cepea de arábica desvalorizou -6,47% e o robusta -6,59%, cotados a R$ 940,31 e R$ 548,3 sucessivamente. No Sul de Minas/MG a Bebida Boa 15% de catação abriu a segunda-feira (07) a R$ 990,00. Na Mogiana/SP, o mesmo tipo era vendido a R$995,00.

No momento, além de preços mais baixos, as incertezas quanto
à definição da equipe econômica estão no radar, com o mercado receoso ante a uma escolha de nomes mais centro esquerda para o ministério da Fazenda.

No mês de outubro, as exportações de café brasileiro somaram 199,89 mil toneladas, uma alta de +5,5% ante ao mesmo mês do ano anterior. Mesmo com as exportações a todo o vapor pelo globo, o mercado ainda tem sérias preocupações com o consumo desse produto, tido como de “luxo”, pressionando os preços cada vez mais. Muitos apostam em uma safra brasileira de 64 mil sacas, conforme as estimativas do USDA, para justificar a queda dos preços, cenário esse que não me parece muito real frente às seguidas chuvas de granizo que atingiram o Sul de Minas Gerais.

Com os cafezais ainda se recuperando das condições adversas dos últimos 2 anos, os cafeicultores não apostam em uma safra tão boa assim. Se a premissa for verdadeira, poderemos ver os preços retomarem seus patamares mais elevados.

Em Nova York, os futuros do café seguem com volatilidade. Na última sexta-feira (04), os preços tentaram reagir e subiram +2,06% no contrato dezembro (KCZ2), encerrando a sessão cotado a 175,75 cents/lp. O movimento foi apoiado na notícia de queda de produção da Colômbia e queda do dólar no dia.

Hoje (08), o contrato dezembro NY (KCZ2) encerra a sessão cotado a 165,90 cents/lp, uma queda de -2,79%.

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