No Brasil, mesmo com a alta semanal dos preços, o mercado segue com negociações e liquidez restritas. A desvalorização do real reduz a competitividade do trigo importado, embora o câmbio ainda esteja abaixo do nível observado no mesmo período do ano passado. Em fevereiro, o Brasil importou 214,7 mil toneladas de trigo, volume 63% menor que no mesmo mês de 2025 e o menor para fevereiro nesta década. A retração está associada, principalmente, aos estoques confortáveis mantidos pela indústria moageira neste início de ano, além do ritmo reduzido de moagem observado no período. No acumulado de 2026, as importações somam 718,9 mil toneladas, queda de 44,6% frente ao mesmo período do ano anterior.
