Preço dos fertilizantes sobe acima da inflação desde 2016 e ureia acumula alta real de 149%

Mesmo com recente recuo nas cotações internacionais, ureia, DAP e TSP permanecem significativamente mais caros do que há dez anos, elevando os custos de produção no agronegócio

Café dispara nas bolsas internacionais com temor de geadas no Brasil e movimento de recomposição do mercado

Arábica sobe mais de 16% em Nova Iorque e robusta avança quase 9% em Londres diante das preocupações com o clima nas áreas produtoras brasileiras

Brasil tem superávit comercial de US$9,8 bi em junho e governo prevê saldo de US$90 bi em 2026

BRASÍLIA, 3 Jul (Reuters) – A balança comercial brasileira registrou superávit em linha com o esperado pelo mercado em junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo governo, que passou a prever um saldo positivo de US$90,0 bilhões em 2026, melhor que o saldo de US$72,1 bilhões projetado em abril. A nova estimativa, apresentada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), aponta para exportações de US$394,4 bilhões neste ano, ante previsão feita em abril de US$364,2 bilhões. Para as importações, o MDIC espera um valor de US$304,4 bilhões, contra US$292,1 bilhões antes. O resultado de junho, um superávit de US$9,758 bilhões, ficou próximo ao projetado por economistas em pesquisa da Reuters, que apontava para um superávit de US$9,9 bilhões. O desempenho do mês foi fruto de US$36,277 bilhões em exportações e US$26,520 bilhões em importações.

Frigoríficos consideram cota encerrada e deixam de exportar carne para China

Com embarque de 158,3 mil toneladas em junho, volume anual foi 100% preenchido, diz setor

Extremos de frio e calor marcam o clima nos próximos dias; veja a previsão

MetSul indica atuação de ar mais quente em áreas do Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste

FRANGO/CEPEA: Preço da carne recua em junho

Após registrarem alta por dois meses consecutivos, os valores médios da carne de frango recuaram em junho. Segundo o Cepea, a pressão veio das vendas mais lentas, especialmente na segunda metade do mês. De acordo com o Centro de Pesquisas, apesar de o volume de negociação ter sido satisfatório em junho, esteve mais fraco frente aos meses anteriores. Com o início da segunda quinzena, a demanda se desaqueceu, e vendedores ficaram mais flexíveis nos valores de comercialização, buscando garantir a liquidez da carne e evitar a formação de estoques. Apesar da queda mensal, colaboradores do Cepea têm perspectiva favorável para este início de julho, em razão do pagamento de salários, previsto para os próximos dias, o que tende a aquecer a demanda e, possivelmente, a sustentar as cotações.

Governo estabelece novas normas de exportação de carnes à União Europeia

Estabelecimentos habilitados deverão ser capazes de demonstrar o atendimento aos requisitos relativos a antimicrobianos previstos na legislação europeia

Volatilidade do diesel expõe custos ocultos na logística e pressiona gestão de frotas no Brasil

Oscilações no preço do combustível revelam perdas operacionais pouco monitoradas e reforçam a necessidade de controle mais rígido no abastecimento e na eficiência das frotas.

SUÍNOS/CEPEA: Vivo registra menor preço real em SP em quase 20 anos

Os preços do suíno vivo posto na indústria continuaram em queda em junho, registrando o sexto mês consecutivo de baixas. Na região de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), inclusive, os valores chegaram ao menor patamar desde julho de 2006, em termos reais (os preços foram deflacionados pelo IGP-DI de maio/26). A média do mês foi de R$ 5,25/kg, baixas de 2,9% frente à de maio e de fortes 41,2% em relação a junho de 2025. Em julho de 2006, o animal era comercializado a R$ 5,14/kg em SP-5. Segundo o Cepea, o atual patamar reforça o movimento baixista que vem sendo registrado desde o início deste ano. De acordo com agentes consultados pelo Centro de Pesquisas, o plantel de matrizes está em trajetória de crescimento há aproximadamente quatro anos, enquanto a demanda doméstica não tem aumentado de forma correspondente. As exportações, por sua vez, não têm sido suficientes para absorver o excedente de oferta, o que reforça o movimento de queda nas cotações, conforme apontamento do Cepea.

BOI/CEPEA: Mercado fecha 1º semestre de 2026 com preços em alta

Durante o primeiro semestre de 2026, o mercado pecuário foi marcado pela baixa oferta de boi gordo pronto para abate, pela valorização do bezerro, pela elevada participação das fêmeas nos abates (o que limita a disponibilidade futura de animais terminados) e pela forte demanda internacional pela carne bovina brasileira, especialmente pela China. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse conjunto de fatores sustentou as cotações em todos os segmentos da cadeia pecuária no primeiro semestre deste ano. Em junho, o Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ (estado de São Paulo) registrou média à vista de R$ 347,59, sendo 4,6% superior à registrada em janeiro deste ano, de R$ 332,14, em termos reais (IGP-DI de maio/26). Segundo o Cepea, ao longo do primeiro semestre, o maior preço pago pela arroba do boi gordo no estado de São Paulo foi observado em abril, quando atingiu média real de R$ 365,93, reflexo da virada de safra para entressafra. Considerando-se a série histórica do Cepea, iniciada em 1997, observa-se que, na maior parte dos anos, os preços da arroba apresentam recuo entre janeiro e junho, em decorrência da sazonalidade da produção pecuária nacional e da maior disponibilidade de animais para abate nesse período – diferente do que foi verificado neste ano.

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