OVOS/CEPEA: Preços têm menor patamar para julho desde 2019

A intensa desvalorização dos ovos nas últimas semanas levou a média parcial deste mês (até o dia 29) ao menor patamar real para um mês de julho desde 2019.  Nas regiões acompanhadas pelo Cepea, as cotações acumulam queda superior a 15% frente a junho e de até 18% na comparação com julho do ano passado. A desvalorização reflete a combinação entre demanda desaquecida e alta oferta interna. Segundo pesquisadores do Cepea, produtores já esperavam menor fluxo de vendas em julho, movimento típico do período. Ainda assim, a pressão sobre as cotações foi mais intensa do que a observada em anos anteriores, uma vez que a produção interna seguiu elevada, reforçando o desequilíbrio entre oferta e demanda. Nos últimos dias, colaboradores do Cepea têm relatado leve melhora nas vendas e estão otimistas com a virada do mês e o fim das férias escolares, fatores que devem favorecer uma retomada mais consistente da demanda pela proteína.

FRANGO/CEPEA: Equilíbrio entre oferta e demanda mantém cotações estáveis em julho

Os preços da carne de frango apresentaram estabilidade entre junho e julho na maioria das praças acompanhadas pelo Cepea. O equilíbrio entre oferta e demanda contribuiu para a sustentação dos valores no mercado doméstico. Segundo pesquisadores do Cepea, a oferta da carne está limitada em razão da ligeira redução no alojamento. Quanto à demanda, a procura se reduziu a partir da segunda quinzena do mês, movimento típico do período e reforçado pelas férias escolares. Esse cenário resultou em poucas oscilações nos preços ao longo do mês.

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BOI/CEPEA: Arroba se mantém firme, mas demanda interna limita novas altas

Os preços da arroba do boi gordo seguem firmes no mercado doméstico, mas a demanda enfraquecida limita o espaço para novas valorizações. De modo geral, segundo o Cepea, a oferta de animais terminados permanece relativamente ajustada em boa parte das regiões produtoras, enquanto as exportações da carne seguem em bom ritmo. Apesar da relevância das exportações, o principal fator que restringe novas altas continua sendo o mercado interno. De acordo com pesquisadores do Cepea, o poder de compra das famílias permanece pressionado, levando parte dos consumidores a substituir a carne bovina por proteínas mais baratas, como frango, carne suína e ovos. Como consequência, o escoamento da carne de boi ocorre em ritmo mais lento, dificultando o repasse de preços ao longo da cadeia e reduzindo a margem para que frigoríficos ofereçam valores mais elevados pela arroba do boi gordo, ressalta o Centro de Pesquisas.

SUÍNOS/CEPEA: Carne suína ganha competitividade frente ao frango e perde frente ao boi

As cotações da carne suína e bovina recuaram na parcial de julho (até o dia 28) frente à média de junho, com a retração mais intensa verificada para a carne de boi. Já o preço do frango resfriado permaneceu praticamente estável no mesmo período. Segundo o Cepea, esse movimento elevou a competitividade da proteína suína frente à avícola, mas a reduziu frente à bovina. De acordo com agentes consultados pelo Centro de Pesquisas, a pressão sobre as cotações da carcaça especial suína esteve atrelada ao excesso de oferta em relação à demanda no atacado da Grande São Paulo. O cenário foi intensificado pela entrada de produtos do Sul (principal polo produtor do País) no mercado paulista. Nesse contexto, a carcaça especial suína foi negociada em julho a 1,58 Real/kg acima do frango inteiro resfriado, diferença 7,84% inferior à de junho, indicando aumento na competitividade da carne suína frente à avícola. Em relação à carcaça casada bovina, a diferença esteve em 15,17 Reais/kg nesta parcial do mês, redução de 5,22%. Pesquisadores do Cepea ressaltam que a redução da diferença entre os preços médios das carnes suína e bovina evidencia a perda de competitividade do produto suinícola frente ao boi.

ALGODÃO/CEPEA: Maior demanda e alta externa sustentam preços

Diante da maior presença de compradores no spot e das valorizações externas, as cotações do algodão em pluma seguem firmes no mercado brasileiro. Segundo o Cepea, enquanto demandantes buscam novas aquisições para atender às necessidades imediatas e recompor estoques, vendedores se mantêm firmes nas ofertas, sobretudo para lotes de qualidade superior. Nesse contexto, parte dos compradores demonstra maior flexibilidade nas negociações, favorecendo a recuperação dos preços. Pesquisadores do Cepea ressaltam que a liquidez permanece limitada pelo desacordo entre agentes, enquanto o ritmo ainda moderado das vendas de manufaturados mantém as indústrias cautelosas quanto às aquisições de pluma.

CAFÉ/CEPEA: Chuvas durante a colheita prejudicam qualidade dos grãos

As recentes chuvas nas principais regiões produtoras de café arábica têm se tornado um desafio para a colheita da temporada 2026/27. Além disso, as precipitações continuam afetando a qualidade dos grãos (especialmente a bebida), visto que cerca de 30% da safra ainda está por colher (segundo colaboradores do Cepea), uma parcela relevante da produção que pode estar sujeita aos danos do clima. Um agravante, de acordo com pesquisadores do Cepea, é que, em várias regiões, a maior parte do acumulado de julho se concentrou nos últimos dias, quando os trabalhos se encaminham para o fim e a varrição acaba sendo a atividade com maior demanda. O Centro de Pesquisas destaca que os grãos que já poderiam estar no chão desde o início do mês acabaram expostos às chuvas de julho, o que os torna ainda mais suscetíveis a perdas de qualidade. Ainda assim, a real dimensão desses prejuízos só poderá ser mensurada à medida que os lotes forem sendo provados, beneficiados e comercializados.

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