Exportações de café do Brasil caem 15,7% na safra 2025/26, mas embarques reagem em junho com avanço da nova colheita

Receita cambial alcança US$ 14,6 bilhões, a segunda maior da história, enquanto recuperação dos embarques em junho sinaliza melhora da oferta; clima, logística e tarifas dos EUA marcaram o desempenho da temporada.

Carne de frango perde força no mercado interno com maior oferta, mas exportações sustentam setor em 2026

Aumento da disponibilidade de produto pressiona preços no mercado brasileiro, enquanto vendas externas seguem aquecidas e podem levar o país a novo recorde de embarques de carne de frango.

FRANGO/CEPEA: Competitividade da carne de frango frente à suína cai quase 70% em um ano

Na parcial deste mês (de 1º a 15 de julho), os preços das carnes suína (carcaça especial) e do frango (resfriado) recuaram no atacado da Grande São Paulo frente às médias de junho, apontam dados do Cepea. Com a movimentação dos valores, a carne de frango perdeu competitividade em relação à proteína suína. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, quando avaliado um período mais longo – um ano (média de julho/26 contra julho/25) –, a competividade do frango frente ao suíno registra queda de quase 70%. Segundo o Cepea, a perda de competitividade do frango frente ao suíno em um ano é resultado das desvalorizações da carcaça – o produto atualmente acumula baixa real de 33,2% na comparação com julho/25.

Redução de embarques de carne à China pode ter impacto de até US$ 4,5 bilhões

Estimativa da Abiec é que serão exportadas 900 mil toneladas este ano ao país, uma redução de 748 mil toneladas em relação a 2025 quando não havia cota

Indústria vê grande possibilidade de Brasil parar de vender carne bovina para UE em setembro

Bloco europeu exige comprovação técnica de não uso de antimicrobianos nos animais

Café despenca nas bolsas e encerra sessão com perdas superiores a 4% em Nova York diante do avanço da colheita no Brasil

Arábica e robusta recuaram com força nesta quinta-feira pressionados pela valorização do dólar, realização de lucros e expectativa de aumento da oferta brasileira

SUÍNOS/CEPEA: Poder de compra do suinocultor paulista recua

O poder de compra do suinocultor paulista diante dos principais insumos da atividade (milho e farelo de soja) recuou na parcial de julho (até o dia 14) frente ao mês anterior. Dados do Cepea mostram que, frente ao derivado de soja, é a quarta baixa consecutiva e o menor patamar desde janeiro de 2024. Na comparação com o milho, o poder de compra é o mais baixo desde janeiro de 2023. Os preços do suíno vivo, do milho e do farelo registraram pequenos aumentos neste mês em São Paulo, mas as altas foram um pouco mais intensas para os insumos, pressionando o poder de compra, destacam pesquisadores do Cepea. Assim, o suinocultor paulista pode adquirir, neste mês, 4,92 quilos de milho ou 3,13 quilos de farelo de soja com a venda de um quilo do suíno vivo, recuos de 0,6% e de 0,4% frente a junho. De acordo com o Centro de Pesquisas, enquanto a oferta de animais segue elevada neste mês – o que tem impossibilitado valorizações mais significativas –, a demanda pela carne suína na ponta final do mercado está mais aquecida nesta primeira quinzena. Para a segunda metade de julho, contudo, o Cepea espera retração na procura pela proteína, tendo em vista o menor poder de compra da população.

BOI/CEPEA: Carnes bovina e suína recuam em julho; frango registra alta

Os preços da carne bovina com osso e suína negociados no mercado atacadista da Grande São Paulo vêm registrando queda nesta parcial de julho (de 30 de junho a 14 de julho), enquanto o valor do frango resfriado, também no atacado da Grande SP, está em alta. De acordo com o Cepea, o movimento de baixa das cotações das carnes bovina e suína reflete um mercado ainda marcado pelo consumo doméstico moderado na primeira quinzena de julho, período em que a reposição de estoques no atacado costuma ocorrer de forma mais cautelosa. Segundo o Centro de Pesquisas, no mercado bovino, a queda nos preços da arroba e a dificuldade de repasse dos preços ao varejo limitam as negociações. Ao mesmo tempo, a oferta mais restrita de animais terminados e o bom desempenho das exportações ajudam a limitar desvalorizações mais intensas. Quanto à carne suína, embora os embarques permaneçam aquecidos, a demanda doméstica ainda enfraquecida mantém as cotações sob pressão. O preço do frango, por sua vez, mantém um desempenho mais favorável, apontam pesquisadores do Cepea. Essa proteína tem preço mais competitivo que o das outras carnes e, portanto, beneficia-se do movimento de substituição por parte dos consumidores, mantendo a demanda firme. Segundo pesquisadores do Cepea, para a segunda quinzena de julho, o comportamento das cotações da carne bovina dependerá principalmente da intensidade da demanda doméstica e do ritmo da oferta de animais para abate. Caso o consumo não apresente recuperação consistente, a tendência é de manutenção da pressão sobre os valores das carnes bovina e suína no atacado, enquanto o preço do frango pode continuar encontrando sustentação caso a procura permaneça aquecida.

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