Semana começa com tempo firme em grande parte do Brasil

Após dias de frio, semana começa com tempo estável na maior parte do país, enquanto calor volta a ganhar força e chuva se concentra no extremo Sul e em áreas da Região Norte

Safra de 360 milhões de toneladas amplia pressão sobre os silos brasileiros

Os silos responderam por 124,7 milhões de toneladas, ou 53,3% da capacidade nacional.

Novas tarifas dos EUA alcançam 23,1% das exportações brasileiras, diz MDIC

As novas tarifas dos Estados Unidos atingirão 23,1% das exportações brasileiras para o país, segundo estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Do total, 16,5% das exportações chegarão a uma sobretaxa de 37,5%, somando a aplicação da tarifa de 25%, anunciada na semana passada, à nova taxa de 12,5%, apresentada pelos norte-americanos nesta quinta-feira. Apenas 1,9% das exportações terão apenas a sobretaxa de 25%, enquanto 4,7% estarão sujeitas à tarifa de 12,5%.

FRANGO/CEPEA: Poder de compra frente ao farelo recua 16% em um ano

O poder de compra do avicultor paulista frente aos dois principais insumos da atividade – farelo de soja e milho – recuou na parcial deste mês, tanto na comparação com junho de 2026 quanto com julho de 2025. No comparativo anual, o poder de compra do produtor de frango está 16% e 12% menor, respectivamente, frente ao farelo de soja e ao milho. Segundo pesquisadores do Cepea, a procura pela carne diminuiu na ponta final do mercado neste mês, influenciada pelo período de férias escolares. Consequentemente, a demanda pelo animal vivo também se reduziu. Quanto aos insumos, os preços do milho e do farelo de soja comercializados no mercado de lotes de Campinas (SP) avançaram entre junho e julho. De acordo com a Equipe de Grãos do Cepea, a menor oferta nos dois mercados tem sustentado as cotações.

Trump anuncia tarifas de 12,5% a Brasil e outros países por falta de combate a trabalho forçado

A medida, adotada justamente quando expira uma tarifa global temporária de 10%, entra em vigor à 0h01 da sexta-feira (24)

Governo chama de ‘inaceitável’ exigência da União Europeia sobre antimicrobianos

Ministério cobrou o retorno do Brasil à lista de países aptos a exportar para o bloco europeu

Bolha de ar quente pode levar termômetros a 42°C no Centro-Oeste e Sudeste

Ar frio perde força e calor volta ao Centro-Oeste

BOI/CEPEA: Cotações da arroba em SP se aproximam dos valores regionais

Os preços da arroba de boi gordo em São Paulo e nos principais estados produtores estão se aproximando. Segundo o Cepea, esse cenário decorre de fatores regionais como condições climáticas, oferta de gado terminado, escalas de abate, desempenho do mercado interno e exportações de carne bovina in natura. De modo geral, a dispersão regional dos preços diminuiu na maior parte das praças acompanhadas pelo Cepea, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, entre julho de 2025 e a parcial de julho de 2026. Mato Grosso, entretanto, destoou desse movimento ao ampliar significativamente sua diferença em relação ao mercado paulista. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse comportamento reforça que, embora o mercado apresente sinais de maior convergência entre diversas regiões, a formação dos preços continua fortemente condicionada às características locais de oferta e demanda de animais para abate.

SUÍNOS/CEPEA: Cotação do vivo integrado supera valor no mercado independente

Os preços do suíno vivo no mercado integrado estão acima dos registrados no mercado independente em algumas regiões acompanhadas pelo Cepea neste mês de julho. O Centro de Pesquisas destaca que, tradicionalmente, o mercado spot (independente) opera com valores acima dos do integrado por conta dos maiores custos e riscos da atividade. Pesquisadores do Cepea ressaltam que este tipo de movimento atípico tem sido observado neste ano em algumas praças do Sul, sobretudo em Braço do Norte (SC), refletindo o cenário adverso que o mercado independente vem enfrentando, marcado pela alta oferta interna, somada à procura enfraquecida, que tem gerado preços baixos ao longo de todo o ano.

Governo anuncia R$18,5 bi em crédito para setores afetados por tarifa dos EUA e conflitos

O governo federal anunciou nesta quarta-feira R$18,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas afetadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos e por conflitos internacionais. Do total previsto para a nova etapa do plano Brasil Soberano, R$13,5 bilhões virão do Tesouro Nacional, enquanto R$5 bilhões serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), informou o Palácio do Planalto. A iniciativa, a ser implementada por meio de uma medida provisória, vai liberar financiamentos para capital de giro, compras de máquinas e equipamentos, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e busca por novos mercados. O plano efetivo para a alocação dos recursos será elaborado pelo BNDES e passará por aprovação de um conselho de ministérios. “O mecanismo permitirá direcionar os financiamentos de acordo com os impactos enfrentados por cada setor e com sua relevância estratégica para a economia e o comércio exterior brasileiro”, informou o Planalto em nota. O governo informou que exportadores atingidos por tarifas dos EUA são os principais beneficiados pelo programa, citando os setores de aço, alumínio, automóveis, móveis, madeira, carvão, máquinas e equipamentos, elétricos, cerâmicas, plásticos, calçados, papel e açúcar. As linhas também atenderão setores considerados estratégicos, como fertilizantes, minerais críticos, produtos químicos, farmacêuticos, têxteis, automotivos, equipamentos eletrônicos, máquinas e materiais elétricos. O anúncio representa a terceira etapa do programa Brasil Soberano, criado no ano passado em resposta ao primeiro tarifaço imposto pelos EUA sobre o país –cobrança posteriormente derrubada pela Suprema Corte norte-americana– para oferecer linhas de crédito favorecidas e incentivar a busca de novos mercados por setores afetados. O programa também alcança empresas impactadas pelos efeitos do conflito militar no Oriente Médio. Os Estados Unidos anunciaram na semana passada a imposição de uma nova tarifa de 25% sobre parte das importações provenientes do Brasil, taxação que entrou em vigor nesta quarta-feira. A tarifa é resultado de investigações sobre supostas práticas comerciais desleais, que vão do comércio digital ao desmatamento ilegal, nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Autoridades do governo brasileiro dizem que a medida é injustificada, mas têm adotado cautela ao afirmarem que o país seguirá em negociação com os norte-americanos, evitando por ora anúncios de retaliação ou aplicação da lei de reciprocidade.

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