BOI/CEPEA: Preços da arroba recuam com proximidade de cumprimento da cota China

Os preços da arroba do boi gordo estão em queda na parcial deste mês, mesmo com estoques globais de carne bovina nos menores níveis desde 2006 e com os valores externos próximos das máximas históricas. De acordo com o Cepea, de modo geral, as baixas estão relacionadas ao ritmo das exportações para a China. Segundo dados do governo chinês, o Brasil já cumpriu cerca de 65% da cota de vendas da carne bovina ao país asiático até maio. Assim, tudo indica que o Brasil deve cumprir a totalidade da cota até julho – vale lembrar que o produto nacional pode levar até 60 dias para chegar à China. Desse modo, frigoríficos que exportam para a China estão diminuindo o ritmo de compras de animais para abate. Além disso, o controle dos estoques internos chineses e uma postura mais cautelosa dos importadores reduziram a agressividade das compras no mercado internacional, conforme apontamento do Centro de Pesquisas.

SUÍNOS/CEPEA: Carne perde competitividade frente às concorrentes

O preço médio da carcaça especial suína comercializada na Grande São Paulo está em queda na parcial deste mês (até o dia 23), influenciado pelos estoques elevados da indústria. No entanto, de acordo com o Cepea, como os valores das duas principais concorrentes (carcaça casada bovina e frango resfriado) negociadas na mesma praça apresentam baixas ainda mais intensas, a carne suína vem perdendo competitividade frente a essas proteínas. Segundo o Centro de Pesquisas, a demanda por cortes suínos está elevada neste mês, principalmente por conta das festividades típicas deste período do ano e do clima mais frio em parte das regiões do País. Porém, uma vez que os estoques da indústria estão elevados, essa maior procura não se traduziu em alta nos preços da carcaça especial suína. Nesse cenário, de acordo com pesquisadores do Cepea, a carcaça suína vem perdendo competitividade frente às duas concorrentes na parcial de junho, interrompendo uma sequência de oito meses seguidos de ganhos em comparação com a carcaça bovina e de dois frente ao frango resfriado.

Importação de ureia no Brasil atinge menor nível em dez anos, diz Rabobank

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El Niño pode afetar próximas safras de café em países produtores

No Brasil, impactos devem ser limitados, mas riscos são maiores na América Central e Ásia

CAFÉ/CEPEA: Volume exportado recua frente à safra anterior

O volume de exportações brasileiras de café na parcial da safra 2025/26 (de julho de 2025 a maio de 2026) totalizou 35,4 milhões de sacas de 60 kg, e a receita, US$ 13,6 bilhões, conforme apontam dados do Cecafé. O volume é 18% inferior ao registrado no mesmo período da temporada 2024/25, quando foram embarcadas 43 milhões de sacas. Ainda assim, a receita acumulada se mantém praticamente no mesmo patamar da safra anterior, que havia sido de US$ 13,7 bilhões no intervalo equivalente. Segundo o Cepea, o resultado reflete o efeito dos preços elevados do grão ao longo da safra 2025/26, que compensaram, em grande medida, a queda no volume exportado. De acordo com o Centro de Pesquisas, os embarques recuaram na parcial da safra devido à combinação entre menor produção na temporada 2025/26 e estoques nacionais historicamente curtos. Com o avanço da safra, o café disponível da temporada atual foi sendo progressivamente comercializado, a ponto de restar um volume muito reduzido para negociação. Produtores, capitalizados pelos altos preços obtidos ao longo do ciclo, não demonstraram urgência em liquidar os volumes remanescentes. Pesquisadores do Cepea destacam que, com a colheita da safra 2026/27 ganhando corpo em maio, as negociações da nova temporada avançaram de forma expressiva, mas esse movimento dificilmente se traduz em embarques imediatos, uma vez que o café recém-colhido ainda requer tempo de preparo e beneficiamento antes de estar apto para exportação em volumes expressivos. Algum reflexo pode começar a aparecer nos embarques de junho, ainda que de forma parcial.

ALGODÃO/CEPEA: Exportações podem atingir novo recorde em junho

Mesmo durante a entressafra, a ampla disponibilidade de algodão em pluma no Brasil e a necessidade de escoamento do excedente produtivo vêm mantendo intenso o ritmo de exportações. De acordo com pesquisadores do Cepea, durante as últimas safras, o País consolidou sua capacidade de abastecer o mercado internacional de forma contínua ao longo do ano, diferentemente do padrão observado anteriormente, quando os embarques se concentravam no segundo semestre. Como resultado, as exportações brasileiras passaram a apresentar maior regularidade, alcançando recordes mensais inclusive em meses tradicionalmente marcados pela menor disponibilidade da pluma. Segundo dados da Secex, os embarques brasileiros de algodão em pluma somaram 146,8 mil toneladas nos 14 primeiros dias úteis de junho/26. Embora esse volume ainda esteja 49,6% abaixo do registrado em maio/26, já supera em 10,6% o total embarcado em todo o mês de junho/25. A média diária atingiu 10,49 mil toneladas, expressivos 57,9% acima das 6,64 mil toneladas observadas no mesmo período do ano passado. Se mantido o ritmo atual, as exportações podem alcançar cerca de 220 mil toneladas em junho, um novo recorde para o mês e superando com folga as 160,4 mil toneladas registradas em junho de 2024, até então o maior volume da série histórica da Secex para esse período.

Brasil atingiu 65% da cota chinesa de carne bovina em maio

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PL dos fertilizantes deve ser aprovado no Senado em 30 dias, diz autor do projeto

O senador Laércio Oliveira (PP-SE) informou nesta segunda-feira, 22, que o Senado deve aprovar, no prazo de um mês, o Programa Nacional de Fertilizantes. A iniciativa, segundo o político, busca reduzir a dependência externa do Brasil na importação de fertilizantes por meio de linhas de financiamento, desonerações e crédito fiscal. O Brasil importa quase 90% dos fertilizantes que utiliza. Oliveira é autor do Projeto de Lei (PL 699/2023) que institui o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), e foi também relator da Lei do Gás, que completa cinco anos, o combustível está diretamente ligado à produção do setor de fertilizantes. Segundo o senador, o texto já foi aprovado na Câmara dos Deputados e agora retornou ao Senado para uma “breve tramitação”, com o objetivo de oferecer ao País uma legislação que “estimule e desonere a produção nacional de fertilizantes”. A proposta, disse, busca assegurar a competitividade da indústria nacional e reduzir a “enorme dependência” de fertilizantes importados.” O Profet fez a tramitação devida e volta agora ao Senado. Eu tenho uma expectativa de, com a graça de Deus, entregar nos próximos 30 dias ao Brasil a aprovação do Programa Nacional de Fertilizantes, um estímulo à indústria brasileira para que o país deixe de ter a dependência de fertilizantes importados”, disse o senador, durante evento comemorativo dos cinco anos da Lei do Gás, na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. Ele também avaliou que a nova Lei do Gás foi “um passo decisivo”, mas acrescentou que “o trabalho não terminou”. Entre os próximos desafios, Oliveira citou a expansão da infraestrutura de transporte, o fortalecimento da integração entre mercados regionais, a ampliação do acesso ao gás e a consolidação de um ambiente regulatório “mais previsível e mais eficiente”. O parlamentar elogiou ainda a atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), como revisão tarifária do transporte, regras de acesso ao escoamento e processamento e e medidas de desconcentração de mercado.

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