OVOS/CEPEA: Cotações seguem estáveis na maioria das regiões

Mesmo com o avanço da segunda quinzena de maio, período em que a demanda por ovos geralmente perde força, o equilíbrio entre a disponibilidade interna e a procura pela proteína tem contribuído com a sustentação dos preços na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo o Cepea, a expectativa do setor é de que o ritmo das vendas desacelere nos próximos dias, conforme o mês avança. Por outro lado, os estoques controlados nas granjas podem continuar limitando um recuo mais expressivo das cotações. Ao mesmo tempo, de acordo com pesquisadores do Cepea, a frente fria atual que atinge diversas regiões produtoras tem deixado o setor em alerta quanto aos possíveis impactos sobre a produção da proteína.

Exportações de café do Brasil em 2026/27 serão recordes, projeta diretor da Eisa

O Brasil terá exportações recordes de café em 2026/27 (julho/junho), diante da expectativa de que a colheita deste ano “muito provavelmente” será a maior da história, projetou nesta quarta-feira o diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do mundo. “Estamos bastante otimistas… Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques. Talvez em julho, agosto vai começar a pronunciar isso”, afirmou Carlos Santana, à Reuters, nos bastidores do Seminário Internacional do Café, em Santos. O Brasil, maior produtor e exportador global, já colheu cerca de 5% da safra 2026/27 de café, com destaque para a variedade canéfora (robusta e conilon), afirmou o diretor comercial da Eisa, referindo-se aos trabalhos de colheita em Rondônia e Espírito Santo, que começam antes da safra de arábica. À medida que a safra esteja colhida, as exportações brasileiras devem “surpreender bastante” positivamente nos últimos meses de 2026, uma vez que a grande safra brasileira ajudará a recompor os estoques, que estão baixos no mundo.

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Embarques brasileiros foram responsáveis por 56,9% de todo o volume de carne bovina importado pelos chineses no primeiro quadrimestre

BOI/CEPEA: Ritmo de negócios envolvendo a arroba está lento

Pesquisadores do Cepea apontam que o ritmo de negócios envolvendo o boi gordo está lento na maior parte das praças acompanhadas. Essa baixa liquidez está atrelada à intensa queda de braço entre pecuaristas e frigoríficos. Muitos agentes consultados pelo Cepea estão fora do mercado após o preenchimento das escalas, que permanecem alongadas, entre 8 e 15 dias. O clima mais frio e a queda no volume de chuvas a partir do final de abril têm piorado as pastagens, o que eleva a oferta de animais em algumas regiões. Em São Paulo, o volume de negociações segue contido. O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ operava na casa dos R$ 340 no início desta semana e apresentava queda de 2,72% na parcial de maio (até o dia 19).

SUÍNOS/CEPEA: Poder de compra do suinocultor segue em queda

O poder de compra do suinocultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja está em queda nesta parcial de maio (até o dia 19). Em relação ao milho, este é o oitavo mês consecutivo de baixa e o poder de compra é o pior desde fevereiro de 2023. Segundo o Cepea, os preços do suíno vivo, do cereal e do derivado da soja estão em queda, mas a desvalorização do animal está mais intensa. Neste mês, o suinocultor da região de Campinas (SP) pode adquirir, em média, 3,18 kg de farelo de soja e 4,96 kg de milho para cada quilograma de animal vivo comercializado, recuos de 6% e 4,9% frente a abril, respectivamente, conforme apontam dados do Cepea. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o poder de compra registra baixas de 33,2% e 29,1%, na mesma ordem. De acordo com pesquisadores do Cepea, após baixas nos preços do vivo em todo o mês de abril, a procura pela carne chegou a aumentar na primeira quinzena de maio, o que levou as cotações a reagirem levemente. Ainda assim, essa alta não foi suficiente para elevar a média mensal. Além disso, pesquisadores do Centro de Pesquisas indicam que, com o avanço da segunda quinzena do mês, a tendência é que os valores não registrem aumentos, pelo menos até o começo de junho.

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Crescimento dos principais segmentos pecuários no primeiro trimestre sinaliza demanda firme por proteínas e mantém atividade aquecida no campo.

CAFÉ/CEPEA: Chuvas no início da colheita preocupam cafeicultores

Com o avanço da colheita do café arábica nas principais regiões produtoras do Brasil, as atenções de cafeicultores se voltam ao clima. De acordo com o Cepea, as recentes chuvas, especialmente em regiões do Paraná e de São Paulo, podem prejudicar a qualidade de uma parte dos grãos da safra atual, apesar de serem benéficas às lavouras mais tardias e para a próxima safra.  Segundo pesquisadores do Cepea, no norte do Paraná as recentes chuvas já resultaram em pequena baixa na qualidade do café. Em Marília (SP), as chuvas volumosas também preocupam neste período, visto que podem molhar os grãos que já caíram ao solo, dificultando a colheita mecanizada. No Sul de Minas Gerais, por sua vez, agentes consultados pelo Centro de Pesquisas indicam que as chuvas devem ter volume reduzido, sem causar danos à safra.

ALGODÃO/CEPEA: Preços perdem sustentação com pressão externa

A alta nos preços do algodão em pluma foi interrompida nos últimos dias, devido às baixas externas e à consequente retração de compradores. As cotações chegaram a recuar na semana, mas ainda registram alta na parcial do mês.  Segundo o Cepea, a retração das cotações internacionais, especialmente na Bolsa de Nova York (ICE Futures), levou parte dos agentes a aguardar definições mais claras para realizar novos fechamentos. Alguns vendedores passaram a demonstrar maior flexibilidade nos negócios, enquanto outros seguiram firmes nos valores pedidos. Do lado comprador, indústrias ofertaram preços ainda menores para novas aquisições, diante das dificuldades de comercialização e de repasse dos custos aos produtos manufaturados, influenciando no enfraquecimento das cotações. De acordo com pesquisadores do Cepea, o mercado internacional também permanece atento aos desdobramentos das negociações sobre as compras chinesas de produtos norte-americanos. Além disso, o viés baixista foi reforçado pela divulgação do relatório de exportações dos Estados Unidos, que apontou desaceleração no ritmo das vendas externas, sinalizando dificuldade dos compradores em sustentar aquisições em patamares altos – apesar da queda recente, os valores internacionais ainda estão elevados.

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