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Milho Balanço Semanal: corte nas estimativas de produção no Brasil e Argentina

Quanto as previsões para a safra 2024/25, a produção global foi estimada em 1,219 bilhão, destacando a redução nos números para a produção nos EUA.

Tempo de leitura: 4 minutos

| Publicado em 13/05/2024 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

Milho Brasil

A última segunda-feira (06) foi positiva para os futuros do milho, tanto na bolsa Brasileira quanto na de Chicago.

Em Chicago, o contrato maio variou +2,24%, e o julho +1,91%, enquanto na B3 os mesmos vencimentos variaram +1,91% e +1,80%, sucessivamente.

As recentes altas têm em comum o mesmo fundamento, preocupação com a oferta do cereal.

No Brasil, o estado do Rio Grande do Sul está passando por uma calamidade da natureza, onde fortes chuvas ao longo da semana causaram enchentes na maioria das regiões produtoras, afetando principalmente a soja e o milho.

Além disso, o clima não está favorável para o milho safrinha na região Sul do país, e já temos reduções confirmadas na produção do cereal para os estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.

Apesar de um mercado estável no quesito preços, vemos todos com muita atenção para o clima ao Sul do país, em conjunto com as greves na Argentina, o que acaba atuando como suporte para os futuros do milho na B3.

Milho Mercado Externo

Na União Europeia, a ocorrência de fortes chuvas na França está atrapalhando o avanço do plantio, e levantando preocupações para com as lavouras. Segundo a FranceAgriMer, a semeadura encerrou a última semana com 45% das áreas concluídas, enquanto em igual período do ano anterior o plantio estava em 54%.

Importante ressaltar que a média da semeadura para o período é de 70%.

Nos EUA, o plantio também está atrás dos anos anteriores. Na semana encerrada no dia 5 de maio, foi reportado que a semeadura no país avançou para 36% do total previsto, avanço semanal de 9 pontos percentuais.

Em igual período do ano anterior a semeadura estava 42% concluída, e na média de 5 anos cerca de 39%.

Ainda falando dos EUA, temos a atualização das inspeções semanais para exportação de grãos, que na semana encerrada no dia 02 de maio, totalizaram 1,285 milhão de toneladas para o milho.

Devemos ver um leve aumento na procura pelo cereal norte-americano e brasileiro, uma vez que a Argentina está com suas exportações sendo afetadas pelas greves locais.

Já a quarta-feira (08) foi negativa para os futuros do milho no mercado externo.

Na bolsa de Chicago, o contrato julho variou -1,84%, e o setembro -1,68%, movimento acompanhado pelas demais commodities como a soja e o trigo.

Não apenas a realização técnica dos lucros do trigo, mas também a espera pelo relatório WASDE foram responsáveis pelo movimento.

Do outro lado, tivemos informações ainda atuando como suporte para o cereal, e impedindo maiores quedas.

Na Argentina, tivemos mais uma redução nas estimativas produtivas do milho, e segundo a bolsa de Rosário o corte foi de 2,5 milhões de toneladas, com um volume agora previsto em 47,5 milhões de toneladas.

Na Ucrânia, o Ministério de Política Agrária informou que entre os dias 1 e 8 de maio foram exportadas apenas 1 milhão de toneladas de grãos, 600 mil toneladas abaixo do mês anterior em igual período.

Ainda do lado do suporte, tivemos na manhã da quinta-feira (09) a atualização das vendas semanais para exportação de grãos, e entre os dias 26 de abril e 02 de maio foram vendidas 889,200 mil toneladas de milho 2023/24, uma alta de 17% ante a semana anterior.

Os destinos foram o México, Japão, Coréia do Sul, Colômbia e Taiwan.

Para 2024/25 o volume vendido foi de 49,100 mil toneladas, divididas entre o México, El Salvador e Honduras.

Encerrando aquela semana, houve a liberação do relatório WASDE nos EUA, com dados para a safra 2023/24 e 2024/25.

No caso do milho 2023/24, a produção mundial teve um leve acréscimo nas estimativas para 1,228 bilhão de toneladas, com aumento no consumo e queda nos estoques finais.

Uma leve alta na produção foi estimada na Ucrânia, com um volume de 31 milhões de toneladas, enquanto na Argentina houve uma redução para 53 milhões e no Brasil para 122 milhões de toneladas.

Quanto as previsões para a safra 2024/25, a produção global foi estimada em 1,219 bilhão, destacando a redução nos números para a produção nos EUA para 377,46 mil toneladas.

No Brasil a previsão é de uma produção de 127 milhões de toneladas, na Argentina 51 milhões e na Ucrânia 27 milhões de toneladas.

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